O xeque-mate da tecnologia nacional: o exército acaba de transformar petróleo na fibra de carbono mais preciosa do planeta e vazou os 5 impactos na defesa do país
Tecnologia criada pelo Exército transforma resíduo do petróleo em um material estratégico que pode mudar o futuro da Defesa e da indústria nacional
O Brasil acaba de dar um passo estratégico em uma das áreas mais disputadas da tecnologia global: a produção de materiais avançados. O Centro Tecnológico do Exército (CTEx), com apoio da Petrobras, da FINEP e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), está desenvolvendo uma fibra de carbono inédita produzida a partir de piche de petróleo, um resíduo pesado gerado no refino do petróleo.
A proposta tem objetivos bastante concretos, como reduzir a dependência brasileira de materiais importados, baratear a produção de componentes estratégicos e ampliar a autonomia tecnológica nacional em setores considerados críticos para a Defesa. Além disso, o mais interessante é que a tecnologia não deve impactar apenas o setor militar. Caso avance para produção em massa, ela pode atingir áreas como aviação, energia, construção civil e indústria automotiva.
O que é o "piche de petróleo" e por que ele virou peça-chave?
Grande parte da fibra de carbono produzida atualmente no mundo utiliza polímeros sintéticos caros como matéria-prima. O projeto brasileiro segue um caminho diferente: usar o piche de petróleo, uma substância escura e viscosa que sobra durante o processo de refino do petróleo. Ou seja, é um subproduto industrial que normalmente possui baixo valor agregado. O diferencial do CTEx foi enxergar potencial tecnológico nesse material que seria descartado.
A partir dele, os pesquisadores conseguiram desenvolver uma fibra de carbono com propriedades ...
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