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Startup brasileira Zenvia entra com pedido de IPO na Nasdaq

De acordo com documento protocolado na SEC, o objetivo da empresa é levantar até US$ 100 milhões

16 abr 2021
15h55 atualizado às 20h24
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A startup brasileira Zenvia protocolou nesta quinta-feira, 15, um pedido de oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) na Nasdaq, em Nova York. De acordo com o documento, o objetivo da empresa é levantar até US$ 100 milhões.

O Goldman Sachs coordena a oferta juntamente com o Morgan Stanley, Itaú BBA, UBS, Bradesco BBI e XP. A oferta terá seus recursos destinados para pagar o montante utilizado na aquisição da startup D1 e também para propósitos gerais, como investimentos em software, produtos e tecnologia, além de expansão internacional das operações e potenciais aquisições.

Procurada pelo Estadão, a Zenvia confirmou ter protocolado o pedido de IPO na Nasdaq. Fundada em 2003 em Porto Alegre (RS), a Zenvia é dona de uma plataforma que permite que empresas se conectem a clientes por diferentes canais como SMS, WhatsApp e Facebook Messenger - esse contato oferecido pela startup começou inicialmente apenas por mensagens, mas hoje inclui conversas automatizadas. A Zenvia foi apontada como uma das startups candidatas a unicórnio em 2021, segundo relatório da empresa de inovação Distrito divulgado em fevereiro.

De acordo com o prospecto preliminar da empresa protocolado na Comissão de Valores Imobiliários dos Estados Unidos (SEC), a Zenvia teve receita líquida de R$ 492,5 milhões em 2020, crescimento de 28% na comparação anual e 9,5 mil clientes ativos ao fim do quarto trimestre, o que resultou em uma taxa anual de crescimento de usuários de 27% entre 2018 e 2020. A startup espera alcançar um mercado endereçável total de US$ 4,1 bilhões em 2024.

A união da operação com a startup D1 tem como objetivo turbinar o serviço de contato digital com clientes oferecido a empresas, desde o processo de compra até a comunicação na ponta com o consumidor. A D1, que atua no mesmo setor da Zenvia, possui uma plataforma focada na jornada digital completa do cliente, desde o momento da venda até uma troca de produto, por exemplo, direcionando as mensagens adequadas para cada momento em diferentes canais. Agora, após a junção, as empresas compartilham uma base de aproximadamente 10 mil clientes, que vão do varejo ao setor financeiro e de seguros.

Desde o ano passado, a Zenvia vem apostando em internacionalização: em julho comprou a startup argentina Sirena, que atua no mesmo ramo, e em novembro, anunciou a abertura de operação no México. O objetivo de longo prazo é levar a operação para todos os países da América Latina - nos próximos três anos, o plano é ter presença em pelo menos mais três países.

Em janeiro do ano passado, a Zenvia recebeu um aporte de US$ 54 milhões em rodada liderada pela Oria Capital. Desde a sua fundação, a empresa levantou US$ 82,7 milhões.

Estadão
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