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Francesa Mirakl recebe aporte de US$ 555 milhões e mira Brasil

Plataforma de infraestrutura para marketplace planeja estar pronta para IPO em 2022 e considera o País um local estratégico para a expansão da startup

21 set 2021 17h37
| atualizado às 19h57
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A Mirakl, plataforma francesa de infraestrutura de marketplace (shoppings virtuais), anuncia hoje a captação de US$ 555 milhões, em uma rodada de investimentos Série E liderada pela Silver Lake, com participação dos investidores de longo prazo 83 North, Elaia Partners, Felix Capital e Permira.

O novo aporte eleva o valor de mercado da empresa para US$ 3,5 bilhões, mais que o dobro do que valia depois do aporte de série D. A companhia planeja estar pronta para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2022.

Os investimentos serão direcionados à contratação de 350 engenheiros; à expansão internacional da empresa, tanto nas sedes de Paris e Boston quanto no aumento da presença nos principais mercados na Europa, Oriente Médio e África, nas Américas e na região da Ásia-Pacífico; além de oportunidades de aquisição.

A empresa tem cerca de 300 grandes marcas globais na carteira como Accor, Airbus, The Kroger Co. e Toyota Material Handling. No Brasil, estão entre seus clientes Carrefour, Grupo Pão de Açúcar, Dotz e Leroy Merlin.

A Mirakl não deixa claro quanto do aporte será destinado aqui, mas deixa claro que o País é estratégico para a companhia. "A América Latina é uma região muito importante para o crescimento da Mirakl, e o Brasil é a prioridade máxima nesse contexto. Nós podemos compartilhar que temos planos de triplicar nosso time localizado no Brasil para levar ao crescimento contínuo da nossa base de clientes", diz Adrien Nussenbaum, co-fundador e co-CEO da Mirakl ao Broadcast.

"Um grande foco para nós é usar esse fundo para expandir ainda mais nosso alcance geográfico e crescer nossa marca ainda mais, com a América Latina como uma região focal", diz Nussbaum. "Agora, sabemos que estamos apenas arranhando a superfície do que podemos fazer para as empresas da América Latina, buscando alcançar maior agilidade e escala para seus negócios."

Estadão
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