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Seu próximo chefe ou liderado poderá ser um agente inteligente. Já pensou nisso?

Em Davos 2026, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, descreveu a IA como um "tsunami" no mercado de trabalho

9 fev 2026 - 15h26
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A explosão dos agentes inteligentes não é mais tendência, é infraestrutura invisível entrando na rotina das empresas e, em breve, na rotina de qualquer equipe. Em Davos 2026, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, descreveu a IA como um "tsunami" no mercado de trabalho e citou estimativas de que até 60% dos empregos em economias avançadas serão impactados. Não é um alerta abstrato: é um recado direto para quem quer continuar relevante.

Imagem ilustrativa
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Foto: Prof. Dr. Wagner Sanchez / Perfil Brasil

Aqui está o choque: toda liderança corporativa, por mais simples que pareça hoje - seja na coordenação de turma, na supervisão, na liderança técnica ou na gestão de projetos - vai liderar pessoas, robôs e agentes inteligentes quase ao mesmo tempo. E, quando isto acontecer, o antigo manual de soft skills + experiência não basta. O profissional do futuro precisará dominar uma competência pouco confortável: desaprender rápido.

Por que? Porque a IA Generativa está avançando rápido, entrando em nossas vidas sem pedir licença e nós estamos adorando tudo isso. Só que vale lembrar: agentes não são "chatbots". Eles são sistemas que percebem o ambiente, tomam decisões e agem com autonomia, executando tarefas complexas com base em objetivos e regras.

Os agentes inteligentes podem pesquisar, planejar, testar hipóteses, acionar ferramentas, gerar entregáveis e repetir isso em escala. A execução deixa de ser limitada pela sua agenda. Ela passa a ser ampliada por inteligências que trabalham em paralelo.

Nesse contexto, o maior desafio não é técnico. É mental. Nosso mindset precisa ser reconfigurado. Durante décadas, fomos treinados para operar como executores lineares: aprender, aplicar, repetir. Agora, o jogo exige outra lógica: pensar como estrategistas, curadores e líderes de inteligências.

A vantagem competitiva não estará apenas em saber fazer, mas em saber orientar sistemas que fazem. Em um mundo de agentes, a habilidade mais valiosa pode não ser programar melhor, mas perguntar melhor. Talvez "promptar" seja mais importante que programar.

E aqui surge uma oportunidade única: praticamente todo mundo ainda está na fase 1 do jogo quando falamos de agentes inteligentes e IA generativa. É um território novo, que está sendo aprendido em tempo real. Diferente de outras revoluções, desta vez podemos aprender durante o jogo, enquanto as regras ainda estão sendo escritas.

No ambiente do ChatGPT, por exemplo, já é possível imaginar agentes como assistentes especializados que recebem um objetivo claro, operam com contexto, executam etapas, consultam fontes, produzem entregas e apoiam decisões. Criar agentes será cada vez mais sobre definir boas perguntas, bons limites e bons critérios de qualidade, mais do que apenas programar.

A grande pergunta final não é "se agentes vão proliferar". A pergunta é: você vai liderar essa transição ou ser liderado por ela?

*Por Prof. Dr. Wagner Sanchez - Pró-Reitor Acadêmico da FIAP, Professor e Pesquisador, com mais de 30 anos de experiência em tecnologia, inovação e educação. Doutor em Engenharia Biomédica e especialista em Inteligência Artificial, ele também é formado em Psicopedagogia pela PUC, com pós-graduação em Engenharia de Software e formação em Leadership & Innovation pelo MIT e Empreendedorismo pela Babson College. Com um foco em transformar a educação digital, Wagner integra os Conselhos Consultivos da BETT Brasil, GEDUC e REDE LÍDERES DIGITAIS, liderando estratégias inovadoras para moldar o futuro do ensino.

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