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Sergio Moro quebra o silêncio sobre situação no Paraná e faz alerta

8 nov 2026 - 07h37
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Resumo
Após fortes tempestades atingirem o Paraná com ventos de até 99 km/h, o senador Sergio Moro prestou solidariedade às vítimas, elogiou as equipes de socorro e defendeu melhorias na resposta a desastres climáticos. O temporal causou estragos graves em Curitiba e no interior, como quedas de árvores, desabamentos e bloqueios viários. O evento bateu recorde de impacto na rede elétrica, deixando mais de 493 mil imóveis sem energia segundo a Copel, que mobilizou equipes para os reparos.

Sergio Moro se manifestou nas redes sociais após as fortes tempestades que atingiram diversas cidades do Paraná no último sábado (7 de novembro). Em publicação no X, antigo Twitter, o parlamentar demonstrou solidariedade aos moradores afetados, elogiou o trabalho das equipes de emergência e defendeu melhorias na preparação do estado para enfrentar eventos climáticos extremos.

Foto: Gávea News

"Mais uma vez o Paraná foi surpreendido por tempestades e ventos assustadores. Diversas cidades atingidas, entre elas Curitiba, região metropolitana e Laranjeiras do Sul. Muitas residências sem luz", escreveu Moro.

O senador também agradeceu aos profissionais envolvidos nos atendimentos e deixou um alerta sobre a necessidade de aprimorar a resposta aos desastres. "Minha solidariedade aos atingidos e meus cumprimentos à defesa civil, aos bombeiros militares, servidores públicos estaduais e municipais envolvidos no reparo. Teremos que nos preparar melhor para reagir de imediato a todos os danos causados por esses eventos climáticos extremos", afirmou.

As tempestades provocaram uma série de transtornos no Paraná. Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), o número de unidades consumidoras sem eletricidade chegou a 493,1 mil no pico das interrupções, registrado no fim da tarde de sábado. A companhia classificou o episódio como o evento climático de maior impacto sobre sua rede elétrica em 2026.

Em Curitiba, a prefeitura contabilizou cerca de 300 ocorrências relacionadas à queda de árvores e galhos. As rajadas de vento ultrapassaram 72 km/h, provocando bloqueios em vias públicas, danos à rede elétrica e problemas no transporte coletivo. Os terminais de ônibus Hauer e Tatuquara ficaram sem energia, enquanto a Unidade de Saúde Oswaldo Cruz, na Cidade Industrial de Curitiba, teve parte da cobertura danificada.

A situação também foi grave em outros municípios. Em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba, os ventos chegaram a 99 km/h, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Loanda registrou rajadas de 96,5 km/h, enquanto Londrina atingiu 91,4 km/h e Santa Maria do Oeste chegou a 90,7 km/h.

Em Laranjeiras do Sul, uma das cidades mencionadas por Moro, os ventos alcançaram 80,3 km/h. A força do temporal provocou o desabamento das paredes de um pavilhão da Comunidade São Francisco de Assis. A estrutura já havia sido parcialmente danificada por outra tempestade, em outubro, quando parte do telhado foi arrancada. O espaço estava desocupado no momento do novo episódio.

Na Região Metropolitana de Curitiba, municípios como Pinhais, São José dos Pinhais e Araucária também registraram estragos. Em Pinhais, uma árvore de grande porte caiu e a estrutura de um estacionamento de condomínio desabou, sem registro de feridos naquele episódio.

A Copel mobilizou equipes de manutenção em diferentes regiões para recuperar a rede elétrica. No boletim divulgado na noite de sábado, a companhia informou que 424 mil unidades consumidoras ainda estavam sem fornecimento de energia às 17h30. O número representava a situação naquele horário, e não um balanço atualizado de domingo (8).

O episódio superou o recorde anterior de interrupções por temporais em 2026, registrado em 4 de outubro, quando 325 mil unidades consumidoras ficaram sem energia no pico das ocorrências.

Gávea News
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