Script = https://s1.trrsf.com/update-1781718913/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

RS prevê R$ 192 milhões para retirada de moradores de áreas de risco no Vale do Taquari

Decreto estadual contempla nove municípios e integra plano de requalificação urbanística com foco em desocupação e prevenção de desastres

18 jun 2026 - 11h14
Compartilhar
Exibir comentários

O governo do Rio Grande do Sul assinou nesta terça-feira (16) um decreto que prevê o investimento de R$ 192 milhões para a retirada de moradores de áreas de risco em nove municípios do Vale do Taquari. O valor faz parte da primeira etapa do Plano Integrado de Requalificação Urbanística do Vale do Taquari (PIR) e será destinado à compensação financeira pelas desocupações.

Foto: Defesa Civil RS / Porto Alegre 24 horas

Os municípios contemplados são Arroio do Meio, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Muçum, Roca Sales e Venâncio Aires. Estrela concentra a maior fatia dos recursos, com R$ 56,7 milhões, seguida de Encantado (R$ 39,4 milhões) e Arroio do Meio (R$ 31,1 milhões).

Após a retirada das famílias e a limpeza das áreas, o plano prevê novas etapas voltadas à requalificação dos espaços, incluindo a possibilidade de construção de parques lineares e outras intervenções urbanísticas.

Segundo o governo estadual, as chamadas "zonas de arraste" foram identificadas a partir de planos diretores municipais e correspondem a áreas onde há risco de avanço do rio. Ao todo, são 32 áreas mapeadas, somando 17,61 quilômetros quadrados.

O levantamento aponta 2.261 terrenos elegíveis para o programa, sendo a maioria em área urbana. Parte deles possui edificações, enquanto outros estão sem construções, além de propriedades rurais incluídas no mapeamento.

O governo informou que o processo não possui restrição de renda, mas exige que as famílias não tenham sido beneficiadas por outros programas habitacionais. As prefeituras serão responsáveis por encaminhar as listas de beneficiários, que passarão por homologação estadual.

Após a assinatura dos termos, com participação do Ministério Público, o pagamento das compensações será realizado, com transferência simultânea da posse dos imóveis ao poder público. O valor médio estimado por unidade é de R$ 88 mil, podendo variar entre R$ 25 mil e R$ 240 mil.

A medida também integra o Projeto RioS, que faz parte do Plano Rio Grande e abrange estudos sobre bacias hidrográficas em dezenas de municípios gaúchos.

Porto Alegre 24 horas
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra