Quanto custa participar de um treino na Fórmula 1? Descubra valores
A Fórmula 1 é considerada um dos esportes mais caros do mundo, tanto para as equipes quanto para os pilotos. No entanto, quem pode acabar pagando um preço elevado por uma simples chance de se aproximar das pistas são os novatos que lutam por uma vaga na categoria.
Desde setembro de 2025, a McLaren está em um embate judicial com o piloto espanhol Alex Palou, que atualmente corre na IndyCar. Entre os documentos apresentados ao tribunal em Londres, foi revelado quanto alguns pilotos desembolsam para participar de um treino de novatos na Fórmula 1.
O processo investiga uma quebra de contrato por parte de Palou, que havia assinado como integrante do grupo de pilotos da McLaren. No entanto, o espanhol escolheu permanecer na Chip Ganassi Racing, equipe da Indy, e alegou ter perdido a confiança no projeto da escuderia inglesa após perceber que as chances de chegar à categoria de elite haviam diminuído em 2023.
Em 2022, Palou participou de uma sessão de Treino Livre 1 (FP1) no GP dos Estados Unidos, quando estava no programa de desenvolvimento da equipe papaya. Segundo a Motorsport Magazine, os documentos judiciais indicam que novatos podem pagar valores exorbitantes para disputar somente uma hora de atividade na pista.
Além do espanhol, o japonês Ryo Hirakawa, vencedor das 24 Horas de Le Mans e bicampeão do Mundial de Endurance (WEC), também foi citado como exemplo. O piloto teria desembolsado US$ 3,5 milhões (R$ 19,1 milhões) para participar de um TL em Abu Dhabi com a McLaren, além de estar presente em duas sessões de Testes com Carros Antigos (TPC).
Na ocasião, em 2024, Hirakawa assumiu o carro de Oscar Piastri. O piloto japonês também participou de outros três treinos na categoria, representando a Alpine no Japão e a Haas no Bahrein e na Espanha. É importante lembrar que, segundo o regulamento, todas as equipes da Fórmula 1 devem oferecer quatro sessões de treino por temporada a pilotos considerados novatos.
A equipe jurídica de Palou argumenta que o piloto não deve indenização à McLaren, já que a equipe recebeu exatamente o que esperava do acordo: "um piloto reserva da Fórmula 1 de outubro de 2022 a agosto de 2023, e uma oportunidade de avaliar seu potencial em um carro".
Em busca de minimizar a defesa do piloto, o CEO da McLaren, Zak Brown, reforçou que o investimento em oportunidades é comum na Fórmula 1: "Até mesmo Lando Norris pagou para fazer parte do programa até ser promovido a piloto titular em 2019", declarou.
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