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Procuradoria investiga Jovem Pan por 'desinformação e incitação a atos antidemocráticos'

Após ingressar com ação cívil pública, Ministério Público Federal em São Paulo agora abre inquérito sob alegação de que grupo de comunicações teria veiculado 'ataques aos poderes'

11 jul 2023 - 18h11
(atualizado às 18h27)
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O procurador da República Yuri Corrêa da Luz, do Ministério Público Federal em São Paulo, determinou a abertura de um inquérito civil neste domingo, 9, para investigar a Rede Jovem Pan por 'eventuais violações de direitos fundamentais e eventuais abusos de concessão pública de telecomunicações'. Segundo o procurador, a emissora teria veiculado 'conteúdos desinformativos sobre o funcionamento das instituições brasileiras' e 'conteúdos com potencial de incitação à violência e a atos antidemocráticos'.

Não é a primeira ofensiva do Ministério Público Federal no cerco à Jovem Pan. A Procuradoria já ingressou com uma ação civil pública pedindo cancelamento de três outorgas de rádio do Grupo em razão de suposto 'alinhamento da emissora à campanha de desinformação com veiculação sistemática de conteúdos que atentaram contra o regime democrático'.

Na ação, publicada em 26 de junho, a Procuradoria aponta que as condutas da emissora teriam violado 'a Constituição e a legislação que trata do serviço público de transmissão em rádio e TV'. Em nota, o grupo Jovem Pan disse reafirmar 'seu compromisso com a sociedade brasileira e a democracia' e que se manifestará exclusivamente nos autos do processo.

Agora, de acordo com a portaria de abertura do inquérito deste domingo, a Jovem Pan tem 15 dias para prestar informações sobre conteúdos, grade de programação, nomes completos, CPFs e endereços de contrato de todos apresentadores e comentaristas que participaram, ao longo de 2022, dos programas 'Jovem Pan News', 'Morning Show', 'Os Pingos nos Is', 'Alexandre Garcia' e 'Jovem Pan - 3 em 1'.

A investigação terá como foco a suposta veiculação de 'fake news' e de 'conteúdos desinformativos com potencial de minar a confiança da população nas instituições e no processo democrático brasileiro'.

A Procuradoria diz que conteúdos apresentados pela Jovem Pan envolveriam 'informações enganosas sobre a segurança das urnas' e 'sobre a suposta não divulgação de seus códigos fontes para fins de auditoria'.

O Ministério Público Federal apontou o exemplo de um comentarista que 'defendeu expressamente que as Forças Armadas destituam dos Ministros do Supremo Supremo Tribunal Federal' enquanto outro afirmou que o STF é 'o autor do crime'.

O procurador também indica comentários na Jovem Pan justificando a invasão dos Três Poderes por golpistas no dia 8 de janeiro.

A avaliação da Procuradoria é de que 'conteúdos que sistematicamente veiculam desinformação sobre o funcionamento das instituições democráticas do país, e sobretudo que incitam violência e ruptura em face dos Poderes estabelecidos' tendem a violar finalidades educativas e informativas, além dos 'valores éticos da pessoa humana'.

COM A PALAVRA, A JOVEM PAN

Procurado pelo Estadão, o Grupo Jovem Pan afirmou que não vai se manifestar sobre estes assuntos.

Estadão
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