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Super El Niño pode pesar no bolso dos nordestinos; entenda os riscos

Previsão de calor e chuvas reduzidas acende alerta para a produção agrícola e o abastecimento; Pernambuco também está entre as áreas de atenção.

4 set 2026 - 14h49
(atualizado às 15h01)
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Resumo
O fortalecimento de um "super El Niño" ameaça elevar o custo de vida no Nordeste devido à previsão de seca e altas temperaturas até o início de 2027. O alerta do Inpe indica que a falta de chuvas pode afetar recursos hídricos e lavouras, pressionando o preço dos alimentos. Em estados como Pernambuco, o risco de estiagem se agrava, exigindo cautela dos consumidores no orçamento doméstico para evitar compras excessivas e endividamento diante de possíveis oscilações na oferta de produtos.

O fortalecimento do El Niño pode afetar o orçamento das famílias do Nordeste nos próximos meses. A combinação de temperaturas elevadas e chuvas reduzidas ameaça a disponibilidade de água e pode prejudicar lavouras, com possíveis reflexos na oferta e nos preços dos alimentos.

Temperatura em alta.
Temperatura em alta.
Foto: Foto Montagem/Portal de Prefeitura/IURD / Portal de Prefeitura

O alerta acompanha o terceiro boletim do Painel El Niño 2026-2027, divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em 2 de setembro. O documento aponta probabilidade superior a 90% de um episódio muito forte entre setembro e novembro, cenário frequentemente chamado de "super El Niño".

O fenômeno está associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica, mas seus efeitos variam conforme a região e não determinam, isoladamente, todas as condições do clima.

Para o Nordeste, o boletim indica tendência de um trimestre mais seco. As temperaturas também devem permanecer acima da média em praticamente todo o país, e os modelos apontam continuidade do fenômeno pelo menos até o início de 2027.

Como isso pode chegar ao supermercado

Segundo especialistas, a falta de água e a irregularidade das chuvas podem prejudicar a produtividade e alterar o calendário de plantio. Se houver redução na oferta de determinados alimentos, os preços poderão sofrer pressão.

O encarecimento, entretanto, não é automático. Estoques, produtos vindos de outras regiões, demanda e custos de transporte também interferem no valor pago pelo consumidor. Ainda não é possível afirmar que haverá uma alta generalizada.

Pernambuco também exige atenção

Em Pernambuco, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) já havia indicado, no prognóstico para agosto a outubro, chuvas abaixo da média no Leste e temperaturas acima do normal em todo o estado.

A agência também alertou para o potencial de agravamento da seca no interior. O calor favorece a evaporação, resseca o solo e aumenta a necessidade de água da vegetação, pressionando os recursos hídricos.

Cuidados com o orçamento

Medidas importantes são pesquisar preços, revisar despesas e evitar crédito caro. Comprar grandes quantidades por medo de aumentos exige cautela: o estoque pode gerar desperdício ou comprometer o dinheiro das contas essenciais.

Portal de Prefeitura
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