Três furacões ativos no Pacífico e El Niño histórico acendem alerta global
ONU e OMM alertam que há riscos de inundações, secas e calor extremo
Três furacões simultâneos no Pacífico — Lowell, Karina e Marie — avançam impulsionados pelo superaquecimento oceânico, gerando alertas no Havaí e na Baixa Califórnia. O fenômeno coincide com um El Niño histórico que deve durar até 2027, segundo a OMM e a ONU, acendendo um alerta global para eventos extremos. O cenário eleva riscos de secas severas na Amazônia e chuvas excessivas no Sul do Brasil, onde o Rio Grande do Sul enfrenta ameaça iminente de cheias e inundações históricas.
Um cenário meteorológico atípico mobiliza especialistas no Oceano Pacífico: três furacões simultâneos — Lowell, Karina e Marie — avançam impulsionados pelo superaquecimento das águas. Segundo o National Hurricane Center (NHC) dos Estados Unidos, o furacão Lowell lidera em intensidade na categoria 4, com ventos de 220 km/h e ameaça de ondas perigosas para o Havaí. O furacão Karina atinge a categoria 3 (185 km/h), enquanto o furacão Marie registrou evolução para a categoria 1 (140 km/h) próximo à Baixa Califórnia.
A proliferação de ciclones tropicais coincide com um parecer grave emitido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pela ONU. De acordo com boletim das entidades, o fenômeno El Niño está consolidado e possui probabilidade próxima de 100% de se estender até fevereiro de 2027. O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que o planeta entra em "águas desconhecidas" diante de temperaturas oceânicas recordes, exigindo ações de mitigação contra eventos climáticos extremos.
António Guterres lembrou que este evento excepcional do El Niño exige preparação e resposta adequadas. "Não há tempo a perder. Está em curso uma corrida contra o tempo entre os riscos crescentes e a nossa determinação em agir contra as alterações climáticas e proteger as pessoas. É uma corrida que devemos ganhar", disse.
Historicamente, a liberação de calor do Pacífico altera o clima global, potencializando secas severas na Amazônia e Austrália, além de chuvas torrenciais na África. No Brasil, os reflexos do El Niño intenso concentram atenções no Rio Grande do Sul, onde especialistas alertam para acumulados de chuva acima da média, risco de inundações e cheias de rios com ápice previsto entre setembro e novembro.
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