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Pequeno tornado surpreende moradores no interior do Rio Grande do Norte; especialista explica fenômeno

Nas imagens que circulam nas rede sociais, uma coluna de poeira aparece girando e se deslocando por uma área aberta no município de Felipe Guerra, no Oeste do estado.

4 set 2026 - 16h43
(atualizado às 17h07)
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Resumo
Um pequeno tornado surpreendeu moradores de Felipe Guerra, no interior do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (3). O fenômeno durou até dez minutos e foi impulsionado pela alta amplitude térmica, solo seco e ventos fortes, condições típicas do período quente e seco na região. Segundo especialista da Ufersa, a diferença de temperatura entre a superfície e as nuvens gerou a coluna de poeira giratória. Outras ocorrências semelhantes podem se repetir nos próximos meses no estado.

Uma formação semelhante a um tornado chamou a atenção de moradores de Felipe Guerra, na região Oeste do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira, 3 de setembro. O fenômeno foi registrado em vídeo por pessoas que passavam pelo local.

O fenômeno teria permanecido ativo por aproximadamente cinco a dez minutos.
O fenômeno teria permanecido ativo por aproximadamente cinco a dez minutos.
Foto: Reprodução/Redes sociais / Portal de Prefeitura

Nas imagens, uma coluna de poeira aparece girando e se deslocando por uma área aberta. O episódio foi classificado como um "pequeno tornado" pelo meteorologista e professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) José Espínola.

Apesar do impacto visual, o especialista explicou que formações desse tipo são localizadas, duram pouco tempo e podem aparecer no interior potiguar durante o período mais quente e seco do ano. O fenômeno registrado em Felipe Guerra teria permanecido ativo por aproximadamente cinco a dez minutos.

Calor e ventos favorecem formação

A ocorrência está relacionada à diferença de temperatura entre a superfície aquecida e a base de uma nuvem próxima do solo. Essa variação também provoca alterações na pressão atmosférica e coloca as massas de ar em movimento.

Quando o ar começa a circular, pode surgir uma coluna giratória capaz de levantar poeira e outros materiais encontrados na superfície. O solo seco e a vegetação com pouca cobertura tornam o movimento mais visível.

As condições são favorecidas pela amplitude térmica, caracterizada por uma variação expressiva de temperatura durante o mesmo dia, e pelo aumento da velocidade dos ventos no segundo semestre.

Em Mossoró, também no Oeste potiguar, uma estação meteorológica da Ufersa registrou ventos de até 36 quilômetros por hora nesta quinta-feira. A temperatura variou de 19°C no início da manhã para 37°C durante a tarde.

Com a elevação das temperaturas nos próximos meses, outras formações semelhantes poderão ser observadas em áreas do interior do Rio Grande do Norte.

Tornado ou redemoinho?

Embora possam apresentar aparência semelhante, tornados e redemoinhos possuem processos diferentes de formação.

O tornado se desenvolve a partir da base de uma nuvem e avança em direção à superfície. Já o redemoinho de poeira começa próximo ao solo, quando o ar aquecido sobe rapidamente e passa a girar.

Os dois fenômenos podem levantar grande quantidade de poeira e durar poucos minutos. A análise da ligação entre a coluna giratória e a base da nuvem é importante para diferenciá-los.

Quando uma coluna de ar em rotação se forma sobre o oceano ou outro corpo d'água, o fenômeno pode ser chamado de tromba-d'água.

Portal de Prefeitura
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