RS em alerta! El Niño pode ser o mais intenso em 140 anos, aponta centro europeu
Apenas cinco eventos atingiram intensidade máxima desde 1950. RS entra em alerta máximo para o risco de inundações severas
Novas projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio Prazo (ECMWF) indicam o risco iminente de um "Super El Niño" entre o final de 2026 e o início de 2027. Segundo os modelos climáticos, o fenômeno tem potencial para se tornar o mais intenso em 140 anos, com projeções que indicam uma elevação da temperatura do Oceano Pacífico em até $3$°C acima da média histórica.
Atualmente, centros internacionais como a NOAA já elevaram para 90% a probabilidade de o fenômeno se consolidar a partir do final do inverno. A preocupação dos meteorologistas reside no aquecimento acelerado das águas equatoriais, impulsionado por fortes ventos de oeste que deslocam massas de calor para o Pacífico Oriental. Desde 1950, apenas cinco eventos atingiram a categoria de intensidade máxima, sendo o último registrado entre 2015 e 2016.
Impactos previstos para o Brasil
Para o Rio Grande do Sul, o cenário é de alerta máximo. Historicamente, o El Niño altera a circulação atmosférica e bloqueia frentes frias sobre a Região Sul, resultando em aumento significativo no risco de inundações severas, superando as médias históricas de precipitação.
No Norte e Nordeste as consequências são opostas. Enquanto o Sul sofre com o excesso de água, as regiões setentrionais do país tendem a enfrentar períodos de estiagem prolongada. Já no Sudeste e Centro-Oeste, o El Niño deve provocar ondas de calor atípicas que podem intercalar os períodos chuvosos.
Embora ainda exista uma margem de incerteza sobre a magnitude exata, o Inmet reforça que a condição de "El Niño forte" deve se estabelecer entre agosto e outubro, ganhando força total na virada do ano.
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