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El Niño: ONU alerta para possibilidade de calor extremo e apagões no Nordeste brasileiro

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), alerta para possibilidade de calor extremo e apagões no Nordeste do Brasil.

3 jun 2026 - 09h10
(atualizado às 09h19)
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A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), emitiu um alerta global sobre a possível formação de um novo episódio do El Niño nos próximos meses.

Calor e baixa umidade no Nordeste.
Calor e baixa umidade no Nordeste.
Foto: Reprodução/TV Globo / Portal de Prefeitura

Segundo os especialistas, o fenômeno climático tem potencial para provocar eventos extremos em diversas partes do planeta, com impactos significativos também no Brasil.

Entre as principais preocupações estão o agravamento da seca no Nordeste, o aumento do risco de incêndios florestais na Amazônia e a ocorrência de chuvas mais intensas no Sudeste, cenário que pode favorecer enchentes e deslizamentos de terra em áreas urbanas.

De acordo com a OMM, existe cerca de 80% de probabilidade de o El Niño se consolidar entre junho e agosto deste ano. As projeções indicam ainda mais de 90% de chance de o fenômeno permanecer ativo até o fim da primavera no Hemisfério Sul.

Para o Nordeste brasileiro, a previsão é de redução das chuvas em várias áreas, o que pode afetar reservatórios, a agricultura e até a geração de energia.A preocupação é maior porque boa parte da produção elétrica do país depende do armazenamento de água em usinas hidrelétricas.

A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou que o Nordeste costuma sofrer impactos severos durante episódios de El Niño, especialmente relacionados à escassez hídrica e possibilidade de apagões. Segundo ela, a situação exige monitoramento constante para evitar prejuízos ao abastecimento e ao setor energético.

Na Amazônia, o receio é que a combinação entre temperaturas elevadas e falta de chuva aumente as condições favoráveis à propagação de incêndios florestais. A região ainda enfrenta reflexos de períodos recentes de estresse hídrico e queimadas, o que amplia a preocupação dos especialistas.

Já no Sudeste, o cenário tende a ser oposto. A expectativa é de chuvas acima da média em diversos momentos, elevando o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, principalmente em áreas densamente povoadas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o mundo precisa encarar a chegada do El Niño como um sinal de alerta. Segundo ele, o fenômeno pode intensificar ainda mais os efeitos do aquecimento global, ampliando a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos.

Os especialistas explicam que o El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial apresentam aquecimento acima do normal.

Atualmente, medições apontam temperaturas significativamente superiores à média histórica em áreas monitoradas pelos centros climáticos internacionais.

A OMM também destacou que não é necessário um El Niño extremamente forte para que ocorram impactos relevantes. Mesmo eventos classificados como moderados podem alterar padrões de chuva e temperatura em várias regiões do planeta.

Diante das previsões, a recomendação é que governos, setores produtivos e órgãos de defesa civil reforcem os planos de preparação para enfrentar possíveis períodos de seca prolongada, ondas de calor e chuvas intensas nos próximos meses.

Portal de Prefeitura
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