Pressão 12 por 8 agora é considerada pré-hipertensão; entenda motivo
Quando se fala em hipertensão arterial, a precaução tem valor dobrado, pelas complicações que ela pode acarretar, como: infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal.
Na área da saúde, a prevenção é essencial para evitar o desenvolvimento de doenças. E, quando se fala em hipertensão arterial, a precaução tem valor dobrado, pelas complicações que ela pode acarretar, como: infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal.
Não à toa, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) lançaram a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025. Com intuito de antecipar o cuidado aos pacientes, entre outras condutas, a Diretriz passa a apontar a pressão 12 por 8, historicamente considerada normal, como categoria pré-hipertensão.
O documento contou com a participação de quatro especialistas pernambucanos, que ajudaram na elaboração das pontuações da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025: os médicos cardiologistas Audes Feitosa e Rodrigo Pedrosa, o médico nefrologista Rodrigo Bezerra - profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Pernambuco (SECTI) - e o médico cardiologista da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Anderson Armstrong, presidente da Sociedade Pernambucana de Cardiologia (SPC).
Com a reclassificação assinalada pela Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a pressão considerada normal, agora, é o que for menor que a antiga referência. A priori, não se prevê para quem está na faixa dos 12 por 8 o uso de medicamentos. Trata-se de um estado de alerta, que tem por objetivo motivar essas pessoas a iniciarem mudanças concretas no estilo de vida. E isso envolve alimentação equilibrada, controle do peso, redução de sal, abandono do tabagismo, não abusar da bebida alcoólica, prática de atividade física e sono adequado.
"Esse indivíduo que tem a pressão 12 por 8 não é considerado normal, mas alguém que precisa olhar a saúde de frente. Com isso, estabelecemos a antecipação do cuidado. Ou seja: temos por ideia agir antes que a pressão alta se instale de vez, prevenindo o infarto, o AVC e a doença renal, só para citar algumas complicações", explica o médico cardiologista e coautor da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, Audes Feitosa.
Muitas vezes negligenciada pela população por ser "silenciosa" - na maioria dos casos não provoca sintomas perceptíveis até o avanço da doença -, a hipertensão é agressiva e mata. De forma contínua, danifica o coração, pode levar ao endurecimento das artérias e ao entupimento e ao rompimento dos vasos. Além disso, é capaz de provocar a perda da função renal e agravar outras doenças crônicas como diabetes, aumentando ainda mais o risco de problemas sérios.
Audes Feitosa aguarda adesão firme das equipes médicas e de saúde à mudança. "A Diretriz traduz uma mensagem simples: quanto mais cedo identificar o risco, maior a chance de evitar complicações. É um olhar preventivo que facilita a comunicação com o paciente. Não há mais dúvida entre "normal" e "quase normal": há um alerta claro para agir", compreende.
A Diretriz traz novidades, mas quando se trata de hipertensão, direcionamentos antigos são importantes para o controle da doença. Consultar um médico é fundamental. O profissional vai avaliar e determinar o tratamento para quem precisa. Além disso, adotar um estilo de vida saudável, com monitoramento do peso e gestão do estresse, ajuda a manter a hipertensão sob controle. Medir a pressão periodicamente é forma efetiva para garantir diagnóstico e, se for o caso, controle da doença.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações de assessoria