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Prefeito 'se casa' com jacaré fêmea em ritual tradicional

COMO ASSIM? Prefeito 'se casa' com jacaré fêmea em um tradicional ritual; Alicia Adriana, a 'noiva', vestiu branco para a cerimônia

29 jul 2025 - 09h26
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Prefeito 'se casa' com jacaré fêmea em ritual tradicional
Prefeito 'se casa' com jacaré fêmea em ritual tradicional
Foto: Reprodução / Contigo

O prefeito da cidade de San Pedro Huamelula, no estado de Oaxaca, no México, protagonizou uma cerimônia curiosa e simbólica nesta segunda-feira (29): ele se casou com um jacaré fêmea, em um ritual tradicional que remonta a mais de 230 anos. A prática faz parte de uma tradição indígena que celebra a união espiritual com uma divindade representada pelo animal.

A "noiva", batizada de Alicia Adriana, foi vestida com um traje branco de casamento e até recebeu um beijo do prefeito Victor Hugo Sosa durante a celebração. "Aceito a responsabilidade porque nos casamos com amor. Pedimos amor, paz e harmonia para o povo de San Pedro Huamelula", declarou ele.

TRADIÇÃO

O casamento simbólico com o jacaré é um ritual mantido pelos povos indígenas chontales, habitantes da região. Segundo a crença local, a união representa a aliança entre os grupos humanos e as forças naturais. O animal é tratado como uma princesa e símbolo de fertilidade, sendo acreditado que o casamento trará boa sorte, fartura e abundância para a comunidade.

Antes da cerimônia principal, o animal passou por uma série de rituais: foi abençoado por líderes locais e teve a boca amarrada para evitar acidentes, garantindo segurança a todos durante o evento. A tradição afirma que a "noiva réptil" representa a deusa da água, e sua união com o líder municipal sela a harmonia entre os homens e a natureza.

DANÇA, FESTA E MÚSICA

A celebração foi acompanhada por muita música, dança e a participação ativa da população. Crianças, adultos e turistas participaram do evento, que mistura elementos religiosos, culturais e históricos da região de Oaxaca.

Apesar de parecer inusitada a olhos estrangeiros, a cerimônia é levada a sério pelos moradores, que enxergam nela um momento de comunhão, identidade e esperança de prosperidade para o ano que se inicia no calendário agrícola local.

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