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Operação da PF mira PMs, CACs e empresários suspeitos de desviar armas para facções

A investigação revelou um esquema multimilionário de venda ilegal através da inserção fraudulenta de informações nos sistemas oficiais de controle; até o momento, 18 pessoas foram presas

21 mai 2024 - 09h33
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Uma força-tarefa liderada pela Polícia Federal da Bahia lançou nesta terça-feira (21) a "Operação Fogo Amigo", visando uma grande organização criminosa composta por policiais militares da Bahia e Pernambuco, além de CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) e comerciantes de armas e munições.

Armas e munições foram apreendidas pela Polícia Federal em operação contra venda ilegal de armamentos
Armas e munições foram apreendidas pela Polícia Federal em operação contra venda ilegal de armamentos
Foto: Polícia Federal/Divulgação / Perfil Brasil

A investigação revelou um esquema multimilionário de venda ilegal de armas e munições para as maiores facções criminosas da Bahia, Pernambuco e Alagoas, resultando na prisão de 18 pessoas até o momento.

Foi descoberto que uma grande quantidade de munições e armamentos foi desviada através da inserção fraudulenta de informações nos sistemas oficiais de controle.

Segundo o Coaf, um sargento da PM de Petrolina (PE) movimentou aproximadamente R$ 2,1 milhões em um período de pouco mais de seis meses entre 2021 e 2023, valor considerado incompatível com seus rendimentos. Segundo um delator, o grupo liderado por este sargento vendia cerca de 20 armas de fogo por mês.

Também foram determinados o sequestro de bens e o bloqueio de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de três lojas de material bélico.

Participam da operação mais de 300 Policiais Federais, grupos táticos da Polícia Militar da Bahia e de Pernambuco, promotores do Gaeco da Bahia e Pernambuco, e integrantes do Exército. A decisão judicial autoriza a operação com base na quebra de sigilo telefônico e telemático, que revelou uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de armas, incluindo fuzis e espingardas calibre 12 semiautomáticas.

Operação "Fogo Amigo"

Esses armamentos são frequentemente usados em assaltos a carros-fortes e instituições financeiras, bem como em ações de domínio de cidades, conhecidas como "novo cangaço". A operação de compra e venda de munições envolvia diversos agentes, como policiais, donos de lojas de armas, vendedores e responsáveis pelo envio do material ilegal.

A operação, denominada "Fogo Amigo", refere-se ao fato de policiais venderem ilegalmente armas e munições para criminosos, que as utilizam contra os próprios órgãos de segurança pública.

Uma prática comum detectada pela investigação é a falsificação de Certificados de Registro de Arma de Fogo (Crafs) para adquirir armamentos em lojas legítimas.

O colaborador da PF relatou que ao adquirir armamento ilegal para distribuição a facções criminosas, os funcionários das lojas registravam as compras em nome de compradores fictícios.

Os investigados enfrentarão acusações de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com penas de até 35 anos de reclusão.

Perfil Brasil
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