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Falso médico fez 'acordo' com professor e teria recebido R$ 2 mil para realizar atendimentos

Wellington Mazini teria assumido o lugar um médico, professor dele, contratado por uma empresa que presta serviço em Cananéia (SP)

13 jan 2026 - 10h42
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Resumo
Empresário foi preso em Cananéia (SP) por se passar por médico em UBS, após receber R$ 2 mil de professor para realizar atendimentos; caso está sob investigação por crimes como falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina.
Wellington Augusto Mazini se passou por médico em uma unidade de saúde em Cananéia (SP)
Wellington Augusto Mazini se passou por médico em uma unidade de saúde em Cananéia (SP)
Foto: Reprodução/Linkedin

O empresário Wellington Augusto Mazini Silva, preso por se passar por médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cananéia (SP), fez um ‘acordo prévio’ com um professor para realizar os atendimentos no local. Segundo a Polícia Civil, ele afirmou ter recebido cerca de R$ 2 mil para assumir o posto do verdadeiro profissional. 

Ao Terra, as autoridades esclareceram que Wellington informou que o verdadeiro médico era seu professor e que ele era para ter atuado no posto de saúde. O profissional, que não teve a identidade revelada, presta serviço para uma empresa contratada pela prefeitura de Cananéia. 

No dia dos fatos, ele atendeu cerca de dez pessoas, no entanto, o número de pacientes que passaram em consulta com ele pode ser maior. A administração municipal informou que todos os pacientes que foram submetidos a exames já estão sendo reconvocados para refazê-los nesta terça-feira, 13.

A Prefeitura de Cananéia lamentou o ocorrido e informou que foi instaurada sindicância administrativa, em conjunto com a empresa gestora, para apurar responsabilidades e identificar falhas. 

A reportagem procurou o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), mas não teve retorno até o momento. 

Prisão

O suspeito foi preso na última quarta-feira, 7, quando uma paciente chamou a atenção do diretor do posto após ter feito um exame com Wellington e ele teria dito que sua “vesícula estava bem”. No entanto, a mulher havia removido o órgão anteriormente. 

Outros pacientes também perceberam que os laudos emitidos pelo falso médico eram praticamente “copia e cola” de outros documentos. Tudo isso levou os moradores que passavam por consulta a acionarem a Polícia Militar, que o encaminhou para a delegacia da cidade. 

No local, primeiro ele confirmou ao delegado ser médico, mas ao ser questionado sobre o  registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), passou o de outro profissional. A autoridade informou que não havia qualquer registro em seu nome e, então, ele confessou que não era profissional da área, mas que ainda estava no 5º ano de Medicina. 

Diante da gravidade, o delegado representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva, que foi concedida em audiência de custódia. O caso é investigado como exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, estelionato e perigo para a vida ou saúde de outrem.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou o caso e informou que foram apreendidos diversos aparelhos médicos e um veículo.

Ao Terra, o advogado Celino Barbosa de Souza Netto, responsável pela defesa de Wellignton, informou que irá recorrer da decisão que manteve a sua prisão e provará sua inocência no decorrer do processo.

Fonte: Portal Terra
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