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O que o papa Leão XIV disse sobre eutanásia e suicídio? Entenda

Durante encontro com fiéis e doentes no santuário francês, o pontífice reiterou que a legalidade de um ato não garante sua moralidade

28 set 2026 - 19h24
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Resumo
No santuário de Lourdes, o Papa Leão XIV condenou a legalização da eutanásia e do suicídio assistido na França, criticando a lei recém-aprovada sob o governo Macron. Diante de fiéis e enfermos, o pontífice declarou que o que é legal não é necessariamente moral e defendeu que leis humanas jamais devem anular a dignidade intrínseca da vida. Ele acolheu os doentes como essenciais para a humanidade, reforçando a oposição da Igreja à aceitação social e jurídica da morte assistida.

Durante uma celebração realizada neste domingo (27) no célebre santuário de Nossa Senhora  de Lourdes, na França, o Papa Leão XIV fez declarações contundentes contra a aceitação social e jurídica da morte assistida.

Posição do Papa Leão XIV sobre as leis humanas
Posição do Papa Leão XIV sobre as leis humanas
Foto: Getty Images / Perfil Brasil

Diante de uma assembleia formada por peregrinos, pessoas com deficiência e fiéis enfermos, o líder da Igreja Católica ressaltou a inviolabilidade da existência humana frente às recentes transformações legislativas aprovadas no país europeu.

A manifestação do pontífice ocorre em um momento de profunda divergência com o governo liderado pelo presidente Emmanuel Macron, que acompanhou em julho a chancela do Parlamento francês para a autorização da eutanásia e do suicídio assistido em casos de pacientes com enfermidades sem cura.

O episcopado local já havia classificado a mudança nas normas jurídicas como uma grave ruptura na concepção antropológica tradicional. O líder religioso fez questão de marcar sua posição com clareza. "É impossível considerar normal o fato de pôr fim à vida. O que é legal não é necessariamente moral".

Posição do Papa Leão XIV sobre as leis humanas e a dignidade

Aplaudido intensamente pelo público presente na cerimônia ao ar livre, o bispo de Roma enfatizou que preceitos legislativos editados por governos terrenais jamais deveriam suplantar os valores éticos fundamentais da civilização. O papa defendeu a preservação do valor intrínseco de cada indivíduo, independentemente das suas limitações físicas ou diagnósticos de saúde.

O pronunciamento complementa uma crítica feita anteriormente pelo chefe da sede romana ao abordar a disponibilização de procedimentos para o encerramento planejado da vida diretamente com as autoridades políticas locais. O líder católico enfatizou o respeito à integridade dos indivíduos. "Nenhuma lei humana deve nos fazer perder a certeza de sua dignidade".

O acolhimento aos enfermos na cidade de Lourdes

Localizado na região aos pés dos Pireneus, o espaço religioso de Lourdes é reconhecido internacionalmente como um dos principais centros de peregrinação e devoção do catolicismo, atraindo anualmente multidões de devotos que buscam alívio para suas dores e milagres. A tradição da instituição registra oficialmente a ocorrência de 72 curas consideradas milagrosas no local ao longo dos anos.

Ao dirigir sua palavra aos fiéis fragilizados por enfermidades, o papa redefiniu o papel dessas pessoas na comunidade religiosa e na sociedade contemporânea ao qualificar a localidade como a cidade dos doentes e da esperança. Ele confortou a multidão presente. "Vocês não são um peso, são o coração pulsante da nossa humanidade e um tesouro precioso para a Igreja".

Perfil Brasil
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