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Zelenskiy tenta limitar reação à lei que restringe agências anticorrupção na Ucrânia

23 jul 2025 - 11h29
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, prometeu nesta quarta-feira um novo plano rápido para combater a corrupção, depois que uma lei que restringe a independência das agências de combate à corrupção provocou os primeiros protestos de rua da guerra e raras repreensões de aliados europeus.

Parlamentares da oposição e autoridades europeias pediram na quarta-feira que Kiev reverta a lei, que Zelenskiy sancionou durante a noite. Ela foi aprovada às pressas pelo Parlamento na terça-feira, um dia depois que os serviços de segurança prenderam duas autoridades anticorrupção por suspeita de ligações com a Rússia.

Em seu discurso noturno na televisão, Zelenskiy disse que as agências de combate à corrupção -- uma agência de investigação conhecida como Nabu e um escritório de promotoria conhecido como Sapo -- continuariam a funcionar "mas sem qualquer influência russa".

"Tudo isso deve ser limpo", declarou ele.

Pela manhã, ele se reuniu com autoridades, incluindo os chefes de ambas as agências, e disse que revelaria um novo plano para combater a corrupção dentro de duas semanas.

"Nós ouvimos a sociedade", escreveu ele no Telegram. "Todos nós temos um inimigo comum -- os ocupantes russos, e a proteção do Estado ucraniano exige força suficiente dos sistemas de aplicação da lei e anticorrupção e, portanto, um verdadeiro senso de justiça."

Em uma declaração conjunta nesta quarta-feira, Nabu e Sapo disseram querer que sua independência seja restaurada por meio de legislação.

A lei fez com que alguns dos aliados europeus da Ucrânia fizessem suas mais fortes críticas ao governo de Zelenskiy desde a invasão da Rússia em 2022. Milhares de pessoas saíram às ruas em Kiev e em outras grandes cidades ucranianas na noite de terça-feira para protestar, as primeiras manifestações desse tipo da guerra.

"Isso é um absurdo completo do gabinete do presidente", disse Solomiia Telishevska, 20, uma estudante em Kiev de férias, à Reuters. "Isso contradiz aquilo pelo que estamos lutando e pelo que estamos nos esforçando, ou seja, (ingressar) na União Europeia."

Os críticos da lei dizem que o governo parece estar tentando controlar as agências anticorrupção para proteger as autoridades.

Depois de décadas de corrupção endêmica na Ucrânia, a limpeza do governo tem sido considerada a condição mais importante para que o país se junte à União Europeia, obtenha bilhões de dólares em ajuda externa e se integre de forma mais ampla ao Ocidente.

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