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Venezuela vai oferecer ativos estatais ao setor privado, diz presidente interina

29 out 2026 - 14h08
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Resumo
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que o governo planeja ofertar ativos estatais não essenciais ao setor privado ou devolvê-los a antigos donos, revertendo nacionalizações da era Chávez. O plano envolve áreas como energia e mineração, com dezenas de contratos já em negociação. Rodríguez também prometeu garantir o direito a protestos pacíficos, proibir prisões sem mandado e implementar quatro aumentos do salário mínimo em 2027.

A presidente interina da Venezuela, ‌Delcy Rodríguez, afirmou nesta quinta-feira que o governo avançou na identificação de ativos estatais a serem oferecidos ao setor privado e aos antigos proprietários, uma medida que poderia reverter as nacionalizações generalizadas ordenadas pelo ex-presidente Hugo ⁠Chávez.

"Dei instruções para que os ativos não essenciais detidos ‌pelo Estado sejam avaliados a fim de determinar quais podem ser oferecidos ao setor privado ou devolvidos ‌aos seus antigos proprietários. Esse ‌processo já está bem avançado", disse Rodríguez em ⁠um discurso televisionado.

Em abril, Rodríguez nomeou uma comissão governamental para auditar e avaliar os ativos estatais, incluindo infraestrutura em setores-chave como energia, eletricidade e mineração. Desde então, a comissão vem trabalhando na recomendação dos ativos, segundo ‌fontes.

Ela não forneceu mais detalhes sobre como o processo ‌poderá ser conduzido. ⁠Durante o ⁠governo de Chávez, a nacionalização de projetos e setores-chave gerou mais ⁠de uma dúzia ‌de ações de arbitragem ‌internacional, a maioria das quais ainda não foi resolvida pelo governo.

Em seu discurso, Rodríguez afirmou que 44 contratos no setor de energia estão atualmente sendo ⁠negociados sob a nova lei petrolífera do Estado, aprovada em janeiro. O governo declarou que, até o momento, 61 acordos petrolíferos foram assinados, sem fornecer detalhes.

"Da mesma forma, importantes negociações ‌estão em andamento no setor de mineração, especificamente em relação ao ouro, ao alumínio e ao ferro", acrescentou ⁠ela.

A presidente também disse que instruiu as agências de segurança pública a não prenderem pessoas sem mandado e prometeu defender o direito ao "protesto pacífico" no país, que tem um histórico de repressão política e, na semana passada, testemunhou seu primeiro protesto nacional da oposição em quase dois anos.

"O exercício responsável dos direitos políticos está garantido para todos. Nossas portas estão abertas", disse Rodríguez.

Em seu discurso, Rodríguez também afirmou que o governo planejou quatro aumentos trimestrais do salário mínimo nacional em 2027.

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