Script = https://s1.trrsf.com/update-1781718913/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Ultimato de países da África Ocidental para golpistas do Níger se aproxima de prazo final

4 ago 2023 - 11h16
Compartilhar
Exibir comentários

Os países da África Ocidental devem determinar nesta sexta-feira uma possível intervenção caso o golpe de Estado no Níger não seja revertido até o fim de semana, após a mediação falhar em uma crise que preocupa as potências globais.

A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) assumiu uma posição dura sobre a derrubada do presidente Mohamed Bazoum na semana passada, o sétimo golpe na África Ocidental e Central desde 2020.

Devido às suas riquezas em urânio e petróleo e papel central na guerra contra os rebeldes islâmicos na região do Sahel, o Níger tem importância estratégica para Estados Unidos, China, Europa e Rússia.

O governo holandês se tornou o mais recente doador ocidental a cortar a cooperação em protesto, embora o Níger seja um dos países mais pobres do mundo e dependa de ajuda estrangeira para 40% de seu orçamento.

A nova junta militar governista, liderada pelo comandante da guarda presidencial, Abdourahamane Tiani, de 59 anos, revogou nesta semana os pactos de cooperação militar com a França, como fizeram os vizinhos Mali e Burkina Faso após seus golpes.

Paris minimizou a ação, dizendo nesta sexta-feira que, embora tivesse visto a declaração de "alguns homens do Exército nigerino", reconhecia apenas autoridades legítimas.

A França tem entre 1.000 e 1.500 soldados no Níger, apoiados por drones e aviões de guerra, ajudando combater grupos ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico. EUA, Alemanha e Itália também têm tropas posicionadas no Níger.

O chefe das Forças Armadas do Níger reconheceu em janeiro que a cooperação de Bazoum com as potências ocidentais melhorou a segurança no Níger em comparação com Burkina Faso e Mali, mas o golpe pode reformular a luta da região contra os militantes islâmicos.

O bloco de 15 membros da Cedeao enviou uma delegação a Niamei em busca de uma "resolução amigável", mas uma fonte da comitiva disse que uma reunião no aeroporto com os representantes da junta não rendeu nenhum avanço e o grupo já deixou o país.

A Cedeao disse que pode autorizar o uso da força se Bazoum não voltar ao poder até domingo. Seus ministros de Defesa estavam encerrando uma reunião de um dia na capital nigeriana, Abuja, nesta sexta-feira.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra