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UE debate controle de fronteiras para conter avanço da Covid

Reunião também deliberou sobre utilização dos testes rápidos

21 jan 2021
17h54
atualizado às 18h30
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O Conselho Europeu está reunido virtualmente nesta quinta-feira (21) para debater as regras sanitárias para combater a pandemia de coronavírus Sars-CoV-2, especialmente as novas variantes, de maneira conjunta. Entre os principais pontos discutidos, está um maior controle das fronteiras.

Maiores controles nas fronteiras da UE querem barrar entrada de variantes do coronavírus
Maiores controles nas fronteiras da UE querem barrar entrada de variantes do coronavírus
Foto: AFP / Ansa - Brasil

Segundo fontes europeias, a meta é manter as fronteiras abertas, mas com um maior controle.

"Apoiamos as propostas alemãs para os controles mais rigorosos nas fronteiras e a obrigatoriedade de testes para manter distantes as variantes dos vírus", escreveu o chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, em seu Twitter durante uma pausa do encontro.

Pouco antes do encontro, a Agência Europeia para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC) publicou uma nota em que recomenda a introdução de novas regras mais rígidas para impedir o avanço das mutações do vírus entre os países.

O comunicado segue na linha do que a chanceler alemã, Angela Merkel, vem defendendo com seus pares europeus para que seja feito um alinhamento sobre os controles de fronteira, incluindo testes e quarentena obrigatórios.

A ideia de Merkel já teria recebido apoio da França, Países Baixos, Bélgica e também da Áustria, como Kurz ressaltou. No entanto, os países "mais turísticos", como Grécia, Espanha e Malta, estão preocupados que tal medida afetaria ainda mais o setor, já duramente abalado por conta das restrições em 2020.

Porém, fontes europeias afirmam que haverá maioria para incluir regras novas.

Vacinação -

Outro ponto discutido foi o andamento da vacinação, com os atrasos da Pfizer e as possíveis aprovações das vacinas Sputnik V, desenvolvida pelos russos do Instituto Gamaleya de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia, e da AZD 1222, da Universidade de Oxford/AstraZeneca.

Essa última, inclusive, é a esperança para uma aceleração dos programas de vacinação nacionais, já que demanda menos problemas de logística que as demais. Até o momento, a UE aplica os imunizantes da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

Ainda na questão da vacinação, há o debate sobre um possível "passaporte sanitário" para quem já foi imunizado.

Testes rápidos -

Uma aprovação dos líderes europeus, feita por unanimidade, foi em relação à recomendação que estabelece um cenário comum para o uso de testes rápidos com antígeno e o reconhecimento recíproco dos resultados desses exames em toda a União Europeia.

Alguns países ainda exigiam o teste RT-PCR, que tem uma maior assertividade na detecção do novo coronavírus, mas que é mais caro e demora mais tempo para ficar pronto.

Conforme os líderes, esse é um instrumento central para ajudar a mitigar a difusão do coronavírus e contribuir para um bom funcionamento do mercado interno. .
   

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