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Tunísia lembra homem cuja morte deu início à Primavera Árabe

17 dez 2011 - 10h47
(atualizado às 12h47)
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Neste sábado, faz exatamente um ano que a morte de um trabalhador tunisiano soou como um alarme para os países árabes dominados por décadas de ditaduras. Em um ato de desespero, o verdureiro Mohammed Bouazizi, 26 anos, colocou fogo no próprio corpo por não conseguir trabalhar como vendedor. No aniversário da morte de Bouazizi, os novos líderes da Tunísia participarão de um festival na cidade de Sidi Bouzid para prestar uma homenagem a ele e aos manifestantes que derrubaram a ditadura de Zine El-Abidine Ben Ali.

Manoubiyeh Bouazizi, mãe do verdureiro Mohamed Bouazizi, posa em frente a uma foto dele, em Sidi Bouzid
Manoubiyeh Bouazizi, mãe do verdureiro Mohamed Bouazizi, posa em frente a uma foto dele, em Sidi Bouzid
Foto: AP

Um ano depois, o desemprego na Tunísia ainda é grande - 28% dos trabalhadores não têm emprego no país. Em outros países árabes que tiveram revoltas, a situação é parecida: turistas foram afastados pela agitação dos protestos, a crise econômica na Europa prejudicou tradicionais mercados de exportação e o confuso processo democrático tem demorado a produzir novos governos.

Seis semanas após suas eleições, a Tunísia está formando seu novo governo - mas para os moradores de Sidi Bouzid parece que nada mudou. Mesmo durante as eleições de outubro, quando a maior parte do país estava eufórica, os jovens da cidade se reuniam em cafés e reclamavam que haviam sido esquecidos. Líderes do país prometeram que o interior não será mais negligenciado, e afirmaram que há planos para um novo balanço de investimentos longe da costa.

Do interior para toda a Tunísia

De Sidi Bouzid, a morte do trabalhador repercutiu pelo país, e os protestos levaram ao fim um regime que estava no poder havia mais de 30 anos. No início, as revoltas estavam localizadas em pequenas cidades. Mas quando o movimento chegou à capital Túnis, a polícia enfrentou os rebeldes com violência, e mais de 250 tunisianos morreram no primeiro mês de revolta.

Os distúrbios chegaram ao fim quando o exército do país se recusou a enfrentar os manifestantes, forçando Ben Ali a desistir. Em 14 de janeiro, o ex-ditador deixou a Tunísia e foi com sua família para a Arábia Saudita.

Fonte: AP AP - The Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser copiado, transmitido, reformado o redistribuido.
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