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Trump vê alívio na repressão iraniana enquanto Teerã nega execução de homem

15 jan 2026 - 10h55
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter sido informado de que as mortes na repressão aos protestos no Irã estavam diminuindo e que acreditava não haver nenhum plano atual para execuções em larga escala, adotando uma postura de cautela após ter ameaçado intervir no país. 

Depois de o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmar que o país "não tinha ‌planos" de enforcar pessoas, a mídia estatal iraniana informou nesta quinta-feira que um homem de 26 anos preso durante protestos na cidade de Karaj não seria condenado à morte.

A organização de direitos humanos Hengaw, que ‌noticiou no início desta semana que Erfan Soltani seria executado na quarta-feira, afirmou que uma ordem de execução previamente comunicada foi adiada, citando seus familiares.

Em uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira, Trump respondeu a uma notícia de que um manifestante iraniano não seria mais condenado à morte, escrevendo: "Esta é uma boa notícia. Espero que continue assim!". 

A mídia estatal iraniana afirmou que, embora Soltani estivesse sendo acusado de conspirar contra "atividades de segurança interna e propaganda contra o regime", a pena de morte não se aplica a tais acusações.

Os comentários de Trump na quarta-feira fizeram os preços do petróleo recuarem das máximas de vários meses e ‍o ouro se desvalorizar após atingir um pico recorde. Trump ameaçou repetidamente intervir em favor dos manifestantes no Irã, onde o clero tem reprimido duramente os protestos em todo o país desde 28 de dezembro.

PROTESTOS PARECEM DIMINUIR 

Pessoas dentro do país, contatadas pela Reuters na quarta e nesta quinta-feira, disseram que os protestos parecem ter diminuído desde segunda-feira. O fluxo de informações foi prejudicado por um apagão da internet que durou uma semana.

As tensões aumentaram na quarta-feira, com o Irã afirmando ter alertado os países vizinhos de que atacaria bases norte-americanas na região caso os ‌EUA realizassem ataques. Um oficial norte-americano declarou que os EUA estavam retirando parte de seu pessoal de bases na região.

Trump, falando na Casa Branca, ‌disse que foi informado de que as mortes na repressão estavam diminuindo. Questionado sobre quem lhe disse que as mortes haviam parado, Trump descreveu a informação como sendo de "fontes muito importantes do outro lado".

O presidente não descartou uma possível ação militar dos EUA. "Vamos observar como o processo se desenrola", afirmou, antes de observar que seu governo havia recebido uma "declaração muito positiva" do Irã.

Em declarações exclusivas à Reuters, Trump expressou incerteza sobre se Reza Pahlavi, filho do falecido xá do Irã e figura proeminente na fragmentada oposição iraniana, seria capaz de reunir apoio dentro do país para eventualmente assumir o poder.

Trump disse à Reuters que é possível que o governo em Teerã caia devido aos protestos, mas que, na verdade, "qualquer regime pode falhar".

A Turquia, um dos vários países da região onde os EUA têm forças armadas, expressou oposição ao uso da violência contra o Irã. O ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan, afirmou em uma coletiva de imprensa em Istambul que a prioridade é evitar a desestabilização.

Já o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan, conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, nesta quinta-feira. Os dois discutiram maneiras de apoiar a segurança e a estabilidade na região, informou a mídia estatal saudita.

O Catar afirmou na quarta-feira que a redução de tropas em sua base aérea de Al Udeid -- a maior dos EUA no Oriente Médio -- está sendo "realizada em resposta às atuais tensões regionais".

No ano passado, o Irã lançou mísseis contra Al Udeid em resposta aos ataques aéreos dos EUA contra suas instalações nucleares, durante a guerra de 12 dias entre Teerã e Israel.

G7 CONDENA REPRESSÃO

O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, afirma ter verificado até o momento a morte de 2.435 manifestantes e 153 indivíduos ligados ao governo nos distúrbios no Irã. Eles começaram com protestos contra a alta dos preços e se transformaram em um dos maiores desafios ao regime clerical desde a Revolução Islâmica de 1979.

O número de mortos superou em muito o de distúrbios anteriores reprimidos pelas autoridades iranianas, como os protestos "Mulher, Vida, Liberdade" de 2022 e os distúrbios desencadeados por uma eleição contestada em 2009.

O Irã e seus adversários ocidentais descreveram os distúrbios ‌como os mais violentos desde a Revolução Islâmica de 1979.

As autoridades iranianas afirmaram que as manifestações, que começaram como protestos legítimos contra problemas econômicos, transformaram-se em distúrbios fomentados por inimigos estrangeiros. O governo acusou pessoas, descritas como terroristas, de atacar as forças de segurança e propriedades públicas.

Já os países do G7 condenaram o que descreveram como a brutal repressão das autoridades iranianas contra o povo, afirmando estarem preparados para impor medidas restritivas adicionais ao Irã caso a repressão continue.

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