Ministro de Israel diz que chefe de segurança do Irã foi morto; Teerã ataca vizinhos do Golfo
O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira que os militares israelenses mataram o chefe de segurança do Irã e o chefe da milícia Basij em ataques aéreos durante a noite, e Teerã manteve os ataques contra os vizinhos do Golfo, o que tem elevado os preços da energia.
Katz disse em um comunicado que havia sido informado pelos militares que o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, foi morto.
A mídia estatal iraniana publicou uma nota escrita à mão por Larijani em homenagem aos marinheiros iranianos mortos em um ataque dos EUA, cujo funeral era esperado na terça-feira, mas Teerã não fez nenhum comentário imediato sobre as falas de Katz.
Larijani seria a figura mais importante assassinada desde que o líder supremo Ali Khamenei foi morto no primeiro dia dos ataques aéreos israelenses e norte-americanos em 28 de fevereiro.
Katz disse que Gholamreza Soleimani, o comandante das forças Basij do Irã, também foi morto.
A milícia Basij é uma força paramilitar sob o controle da Guarda Revolucionária Islâmica que é frequentemente usada para reprimir protestos dentro do Irã.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse em um comunicado que o líder israelense havia ordenado "a eliminação de autoridades graduadas do regime iraniano".
A guerra de EUA e Israel contra o Irã está em sua terceira semana, com pelo menos 2.000 pessoas mortas e sem previsão de término. O Estreito de Ormuz continua praticamente fechado e os aliados dos EUA rejeitaram os apelos do presidente Donald Trump para que ajudassem a reabrir a hidrovia vital, por onde passam cerca de 20% do petróleo global e do gás natural liquefeito.
Os ataques de ambos os lados não diminuíram na terça-feira, com o Irã lançando mísseis contra Israel durante a noite, ressaltando que Teerã mantém a capacidade de realizar ataques de longo alcance, apesar de mais de duas semanas de ataques com armas dos EUA e de Israel.
As Forças Armadas israelenses disseram que tinham como alvo a "infraestrutura do regime iraniano" com uma nova onda de ataques em Teerã, bem como em locais do Hezbollah em Beirute, um dia depois de dizerem que haviam elaborado planos detalhados para pelo menos mais três semanas de guerra com o Irã.