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Trump promete defender produtos "Made in America"

17 jul 2017
19h45
atualizado às 20h36
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta segunda-feira que irá adotar mais ações legais e regulatórias durante os próximos seis meses para proteger fabricantes norte-americanos, atacando acordos comerciais e práticas comerciais que disse estarem prejudicando companhias dos EUA.

Trump faz discurso na Casa Branca
 17/7/2017   REUTERS/Carlos Barria
Trump faz discurso na Casa Branca 17/7/2017 REUTERS/Carlos Barria
Foto: Reuters

Trump subiu em um caminhão de bombeiros feito nos EUA estacionado atrás da Casa Branca, balançou um taco de beisebol na Sala Azul, e colocou brevemente um chapéu de caubói Stetson customizado na frente de executivos de companhias de manufatura de todos os 50 Estados reunidos para ouvi-lo elogiar seus produtos.

"Quero fazer uma promessa para cada um de vocês: não iremos mais deixar que outros países quebrem as regras, roubem nossos empregos e drenem nossa riqueza", disse Trump.

Ele estava falando para uma exposição comercial, com uma inclinação protecionista, organizada pela Casa Branca para destacar seus esforços em reviver o enfraquecido setor de manufatura.

Os comentários de Trump foram feitos em um momento em que seu governo estabeleceu suas prioridades para revisar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) com o Canadá e o México. Trump também está revisando opções para restringir importações de aço.

Trump não deu detalhes sobre o que seu governo irá fazer para proteger os manufatureiros, mas criticou tarifas cobradas por outros países e práticas comerciais desleais.

"Isto inclui repressão contra vendas online predatórias de bens estrangeiros, que estão absolutamente matando nossos compradores e nossos shoppings centers", disse.

"Se você olhar o que está acontecendo com shoppings centers e lojas e empregos e lojas, é muito, muito duro para eles. Eles tiveram um período muito difícil, fechando em números que nunca foram vistos antes", disse.

Não ficou claro o que Trump quis dizer com parar "vendas online predatórias" e a Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de mais informações sobre a questão.

Trump falou em frente uma série de produtos icônicos produzidos nos EUA: guitarras Gibson, um traje espacial da Nasa feito em Delaware e refrigerante Cheerwine.

"Seus drivers são muito bons", disse Trump para um representante da Ping, produtora de tacos de golfe do Arizona, destacando que ele jogou golfe com o golfista profissional britânico Lee Westwood, que é um fã.

Ele discutiu vendas de helicópteros da Sikorsky --"Eu tenho três deles", disse--, levantou ferraduras produzidas com aço da Nucor Corp, e passou por bifes de Omaha selados a vácuo.

Ele disse a manufatureiros que está fazendo um trabalho para "nivelar o campo" para seus produtos.

"Mas se o campo estivesse inclinado um pouco em nossa direção, eu aceitaria isto também", disse Trump.

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