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Trump considera criar uma comitê para supervisionar o setor de IA

29 set 2026 - 17h02
(atualizado às 17h39)
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Resumo
Donald Trump avalia criar um comitê de dez pessoas para supervisionar o setor de inteligência artificial após se reunir com líderes de gigantes tecnológicas. O encontro ocorreu sob pressão de riscos de segurança e debates sobre o impacto de data centers. Trump garantiu que as empresas firmaram um acordo moral e rejeitou colaborar com a China para manter a liderança dos EUA. No mesmo dia, o governo lançou uma ferramenta de IA para serviços públicos, enquanto a regulação no Senado segue travada.

O ‌presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse aos repórteres nesta terça-feira que está pensando em criar um comitê de 10 pessoas para supervisionar o setor de IA, após se reunir com executivos do setor de tecnologia na Casa Branca.

Trump também afirmou que os executivos do setor de tecnologia assinaram um acordo que é "moralmente vinculante", sem fornecer detalhes.

A pressão sobre o governo Trump para ⁠lidar com os riscos representados pela IA vem aumentando, depois que a OpenAI e a Anthropic relataram ‌que seus agentes de IA haviam se rebelado e invadido os sistemas de outras empresas. As invasões levaram pesquisadores a alertar que alguns desenvolvedores de IA acreditam que a tecnologia ‌poderia matar seres humanos em menos de uma década, alimentando ‌pedidos de ação tanto de parlamentares democratas quanto republicanos.

Trump também afirmou que as empresas ⁠de tecnologia trabalharão para deixar as comunidades "felizes" com a construção de data centers, já que o setor enfrenta crescente oposição local à expansão dessas instalações.

TRUMP: DATA CENTERS SÃO "FINANCEIRAMENTE BENÉFICOS"

Os data centers, que fornecem o poder de computação usado para desenvolver e operar sistemas de IA, são um componente central do boom da IA. Sua expansão tem gerado oposição em comunidades em todos os ‌Estados Unidos devido a preocupações com a demanda por eletricidade, custos de serviços públicos e outros impactos ‌locais, levando as empresas a ⁠oferecer incentivos com o ⁠objetivo de amenizar essas preocupações.

Os data centers "vão trazer benefícios financeiros reais para a comunidade", disse Trump aos repórteres.

Entre ⁠os executivos presentes na reunião desta terça-feira na Casa ‌Branca estavam Dario Amodei, da ‌Anthropic; Mark Zuckerberg, da Meta; Sundar Pichai, do Google; Jensen Huang, da Nvidia; e Alex Karp, da Palantir. Pelo governo Trump, participaram o assessor de tecnologia, Michael Kratsios, e o secretário de Comércio, Howard Lutnick, assim como o presidente da Câmara dos Deputados dos ⁠EUA, Mike Johnson.

Trump se reuniu com os executivos no mesmo dia em que seus assessores anunciaram uma nova ferramenta de IA que, segundo eles, facilitará o uso de serviços governamentais pela população. Executivos do Vale do Silício participaram do evento de lançamento nesta terça-feira, incluindo Dina Powell McCormick, da Meta, e Shaun Maguire, sócio da ‌Sequoia. O cofundador da Airbnb, Joe Gebbia, liderou o projeto da nova ferramenta. As empresas do Vale do Silício Google, SpaceX, Meta e 8VC foram listadas no programa do evento de ⁠lançamento como patrocinadoras.

Trump afirmou no evento de lançamento que não deseja trabalhar com o presidente chinês, Xi Jinping, na regulamentação da tecnologia de IA, acrescentando que isso tornaria mais difícil para as empresas norte-americanas desenvolverem produtos de IA melhores do que os de suas contrapartes chinesas. Trump também disse que discutiu IA com Xi quando este visitou os EUA na semana passada, acrescentando que os EUA já trabalham com o governo de Xi "de muitas maneiras".

"Estamos na liderança agora, à frente da China e de todos os outros, e quero que continue assim", disse Trump no evento.

Os esforços legislativos bipartidários no Senado, centrados na regulamentação da IA, estão paralisados. O senador Ted Cruz, do Texas, um dos republicanos envolvidos nas discussões, disse nesta terça-feira que espera "avançar com isso" após as eleições de meio de mandato de novembro.

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