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Trump compara ataque dos EUA contra Irã a Hiroshima e minimiza relatório de inteligência

25 jun 2025 - 08h35
(atualizado às 09h33)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou o impacto dos ataques norte-americanos às instalações nucleares iranianas ao fim da Segunda Guerra Mundial, nesta quarta-feira, argumentando que os danos foram graves, embora os relatos de inteligência disponíveis sejam inconclusivos.

Os comentários foram feitos após reportagens da Reuters e de outros veículos da mídia na terça-feira revelando que a Agência de Inteligência de Defesa dos EUA havia avaliado que os ataques atrasaram o programa nuclear iraniano em apenas alguns meses, apesar de autoridades do governo terem dito que o programa havia sido destruído.

"A inteligência foi ... muito inconclusiva", disse Trump aos repórteres durante reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, antes de uma cúpula em Haia.

"A inteligência diz: 'Não sabemos, pode ter sido muito severo'. É isso que a inteligência diz. Então, acho que isso está correto, mas acho que podemos aceitar o 'não sabemos'. Foi muito severo. Foi uma obliteração", acrescentou Trump.

SUCESSO DOS ATAQUES CONTRA IRÃ É CRUCIAL PARA TRUMP

Trump tem uma relação difícil com a comunidade de inteligência dos EUA, e o sucesso dos ataques é politicamente crucial para ele.

Seus apoiadores de direita já haviam argumentado veementemente que tal intervenção militar era inconsistente com a agenda doméstica de Trump, "Make America Great Again", e com sua promessa de evitar envolvimentos estrangeiros.

Trump reagiu insistindo que o Irã jamais deveria ter permissão para obter uma arma nuclear — uma linha que um ataque preciso e decisivo reforçaria.

Trump afirmou que os ataques norte-americanos foram responsáveis pelo fim da guerra entre Israel e Irã e os comparou ao uso de bombas atômicas pelos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, que pôs fim à Segunda Guerra Mundial em 1945.

"Não quero usar o exemplo de Hiroshima, não quero usar o exemplo de Nagasaki, mas foi essencialmente a mesma coisa. Isso encerrou aquela guerra. Isso encerrou a guerra", disse Trump.

Trump argumentou que o acordo nuclear do Irã havia retrocedido "basicamente décadas, porque acho que eles nunca mais farão isso".

Trump, que chegou à Holanda na noite de terça-feira para a cúpula anual de líderes da Otan, estava sentado ao lado do secretário de Estado Marco Rubio e do secretário de Defesa Pete Hegseth, que também lançaram dúvidas sobre a confiabilidade da avaliação da Agência de Inteligência de Defesa.

Rubio disse que os EUA estavam abrindo uma investigação sobre o vazamento do relato da agência. Ele também sugeriu que o conteúdo do relato havia sido deturpado na mídia.

Na cúpula, os países membros da Otan anunciaram sua intenção conjunta de aumentar os gastos com defesa para 5% do produto interno bruto.

Embora alguns países tenham sugerido que talvez não atinjam de fato esse limite, o governo Trump apontou o compromisso esperado como uma vitória significativa da política externa.

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