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Trump: Acordo com Irã deixa bem claro que Teerã não terá armas nucleares

16 jun 2026 - 08h44
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que um acordo provisório com o Irã deixa claro que Teerã nunca teria permissão para desenvolver uma arma nuclear, e também sugeriu que a ⁠Síria poderia estar em melhor posição para desarmar o grupo ‌Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Falando antes de conversas com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al ‌Thani, à margem da cúpula ‌do G7 na França, Trump defendeu o memorando ⁠de entendimento de 14 pontos com o Irã, que ainda não foi divulgado.

"A única coisa que realmente importa para mim é que o Irã nunca tenha uma arma nuclear, e isso está dito de forma clara ‌e inequívoca", disse ele aos repórteres, alertando que "o inferno se ‌abaterá" sobre o ⁠Irã se ⁠o país tentar adquirir uma.

Autoridades norte-americanas e iranianas devem se reunir ⁠na Suíça na sexta-feira ‌para iniciar negociações detalhadas, ‌abrindo um prazo de 60 dias para discussões técnicas complexas. Espera-se que elas abranjam questões como o futuro do urânio altamente enriquecido do Irã e ⁠o levantamento das sanções.

Aliados europeus expressaram preocupação de que uma equipe de negociação norte-americana inexperiente possa ter dificuldades para garantir um acordo robusto, o que poderia levar a um impasse ‌prolongado.

Um fator crucial para a manutenção do acordo provisório será a situação no Líbano, onde o primeiro-ministro israelense, ⁠Benjamin Netanyahu, afirmou que suas tropas permanecerão no sul pelo tempo que for necessário para combater o Hezbollah. Teerã exigiu a retirada israelense.

Trump pareceu criticar a estratégia de Israel no Líbano e também sugeriu que a vizinha Síria — que, sob a Presidência de Ahmed al-Sharaa, luta para estabilizar o país após anos de guerra civil — estaria em melhor posição para intervir.

"Sugeri a Israel que deixasse a Síria lidar com o Hezbollah porque, para ser honesto, acho que eles fazem um trabalho melhor nessa área", disse ele.

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