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Suspeita de ataque a oligarca em Mônaco é encontrada morta na Ucrânia, diz mídia

Interpol havia emitido alerta vermelho contra Anastasiia Berezovska, de 39 anos

7 jul 2026 - 07h38
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A ucraniana Anastasiia Berezovska, de 39 anos, apontada como principal suspeita de participar do atentado a bomba contra o oligarca ucraniano Vadim Ermolaev em Mônaco, foi encontrada morta na noite de segunda-feira (6), nas proximidades de Kiev.

    A informação foi divulgada nesta terça-feira (7) pelo jornal Ukrainska Pravda, com base em fontes ligadas à investigação.

    Segundo o veículo, Berezovska foi assassinada a tiros. Duas pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no crime: um funcionário da Direção Principal de Inteligência da Ucrânia (GUR) e um ex-agente das forças de segurança.

    As autoridades ucranianas ainda não divulgaram detalhes sobre a motivação do homicídio.

    A morte ocorre poucos dias após a emissão de um alerta vermelho da Interpol contra Berezovska, procurada por tentativa de homicídio, colocação de dispositivo explosivo em via pública com intenção criminosa e associação criminosa.

    A investigação sobre o atentado vinha sendo conduzida pelas autoridades de Mônaco e da França.

    De acordo com os investigadores, Berezovska teria participado do ataque ocorrido em 29 de junho, quando uma bomba explodiu no hall de entrada do prédio onde morava Ermolaev, próximo à fronteira entre Mônaco e a França. O empresário e outras duas pessoas ficaram feridos.

    As investigações apontam que, após deixar o explosivo no edifício, a suspeita fugiu em direção à França. Inicialmente, ela teria caminhado até a cidade de Beausoleil, onde recuperou um carro alugado na Alemanha. Em seguida, segundo a reconstrução feita pelas polícias francesa e monegasca, atravessou a fronteira italiana pela região de Ventimiglia e seguiu rumo à Suíça.

    Berezovska, cidadã ucraniana residente em Frankfurt, na Alemanha, era conhecida pelas autoridades por supostas ligações com o crime organizado. Em uma busca realizada em sua residência, investigadores constataram que ela já havia deixado o local.

    No início da apuração, a polícia acreditava que o autor do atentado fosse um homem, descrito como alguém usando jaqueta preta, boné escuro e calça jeans clara. No entanto, o depoimento de uma testemunha e a análise de imagens de câmeras de segurança levaram os investigadores a concluir que a suspeita teria utilizado disfarces para aparentar ser um homem durante a ação.

    Imagens registradas por câmeras de vigilância mostrariam Berezovska deixando o pacote com explosivos na entrada do edifício e fugindo logo após a explosão. As autoridades também afirmaram que os elementos reunidos indicavam que ela provavelmente não agiu sozinha.

    Considerado um dos empresários mais ricos da Ucrânia, Vadim Ermolaev atua principalmente nos setores imobiliário e financeiro, com forte presença na cidade de Dnipro.

    Morador de Mônaco, ele foi incluído, em 2023, na lista de sanções do governo ucraniano por decreto assinado pelo presidente Volodymyr Zelensky. Kiev o acusa de manter atividades comerciais ligadas ao setor de bebidas alcoólicas na Crimeia, território anexado pela Rússia em 2014, o que, segundo o governo ucraniano, configuraria colaboração econômica com a ocupação russa. Ermolaev nega as acusações. .

Ansa - Brasil
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