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Ataque a bomba abala Damasco durante visita de Macron

7 jul 2026 - 07h47
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Duas bombas explodiram perto de um hotel em Damasco onde o presidente francês Emmanuel Macron havia passado a noite, mas seu gabinete informou que ele não ouviu as explosões e se reuniu com o presidente sírio Ahmed al-Sharaa logo em seguida, nesta terça-feira.

Autoridades sírias informaram que 18 ⁠pessoas ficaram feridas nas explosões, o que ofuscou a primeira visita à Síria ‌de um chefe de Estado da União Europeia desde que Sharaa derrubou Bashar al-Assad em 2024 e ressaltou as contínuas ameaças à segurança no ‌país.

As explosões atingiram uma área movimentada entre o ‌Ministério do Turismo da Síria e o museu nacional, do outro ⁠lado da rua do hotel Four Seasons, onde uma fonte da delegação de Macron e fontes de segurança sírias afirmaram que ele havia passado a noite e se reunido com grupos da sociedade civil na manhã de terça-feira.

Em uma postagem no X, Macron disse que sua visita à Síria ‌continua.

"Nada pode minar o desejo dos sírios de viver em uma Síria plenamente ‌soberana e segura", postou ele. "Esta ⁠manhã, conheci a ⁠Síria em toda a sua diversidade e vi dignidade, coragem e determinação."

A primeira explosão ⁠ocorreu logo após a comitiva de ‌Macron partir para o palácio ‌presidencial. Imagens da Reuters mostraram chamas e fumaça subindo do local, quando uma segunda explosão foi captada pelas câmeras a poucos metros de distância.

A segunda explosão ocorreu ao lado de uma ambulância estacionada no local, ⁠onde cerca de duas dúzias de pessoas estavam reunidas. Equipes de emergência trabalharam para extinguir o incêndio, com fumaça e chamas se aproximando das lojas atrás.

Um vídeo da Reuters mostrou a comitiva de Macron seguindo por uma rodovia em direção ao palácio ‌presidencial antes das explosões. Um vídeo publicado pela mídia estatal síria mostrou, em seguida, o presidente ao lado de Sharaa e se reunindo com outras ⁠autoridades sírias e oficiais militares.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque.

Sharaa, um ex-comandante da Al-Qaeda, vem trabalhando para estabilizar e reconstruir a Síria desde que liderou as forças rebeldes que derrubaram Assad após mais de 13 anos de guerra civil, estabelecendo laços estreitos com países ocidentais e do Oriente Médio que se opunham a Assad.

O Estado Islâmico, adversário de Sharaa durante a guerra civil, assumiu a autoria de uma série de ataques contra forças governamentais na Síria desde fevereiro, quando o grupo jihadista anunciou o que descreveu como uma nova fase de operações contra seu governo.

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