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Otan apresenta grandes acordos de armas em Ancara antes de cúpula com Trump

7 jul 2026 - 07h45
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Os ‌líderes da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) começaram a anunciar acordos de armas no valor de dezenas de bilhões de dólares na Turquia nesta terça-feira, reforçando a mensagem de que estão atendendo aos apelos dos Estados Unidos para aumentar os ⁠gastos com a defesa da Europa antes de uma cúpula com ‌o presidente norte-americano, Donald Trump.

Ao som de músicas animadas e vídeos bem produzidos em um fórum da indústria de defesa na ‌capital Ancara, o secretário-geral da Otan, Mark ‌Rutte, anunciou uma série de iniciativas, convidando uma lista de ⁠representantes dos países membros da Otan a subir ao palco. O valor total dos diversos acordos foi projetado em uma tela.

"Podemos fazer mais quando agimos juntos. E precisamos fazer mais disso", disse Rutte. "Os aliados da Otan estão se unindo a novas coalizões multinacionais de ‌aquisição. Isso realmente nos ajuda a obter mais do que vocês precisam ‌em uma ampla gama ⁠de capacidades."

Os ⁠acordos, que haviam sido mantidos em segredo em sua maioria para causar impacto ⁠na cúpula, incluíram a compra, ‌por países europeus, de drones ‌de vigilância da empresa norte-americana Northrop Grumman , e a compra, pela Otan, de aeronaves da sueca Saab .

Os EUA também estão em negociações com a Alemanha e outras nações sobre o estabelecimento ⁠de uma produção conjunta na Europa de mísseis que estão em alta demanda para a defesa da Ucrânia, informou uma fonte à Reuters.

A medida surgiu em meio a uma crescente preocupação em Washington quanto à capacidade dos ‌fabricantes de armas dos EUA de atender à demanda, já que tanto a guerra contra o Irã quanto a guerra na Ucrânia ⁠esgotaram os estoques de armas dos EUA.

Rutte também afirmou que os aliados da Otan investirão mais de US$40 bilhões nos próximos cinco anos em suas capacidades de combate a drones.

Os anúncios ocorrem em meio às críticas frequentes de Trump à Europa por contribuições insuficientes para a defesa e por depender excessivamente dos EUA para defendê-la por meio da Otan, que protege o continente desde os primeiros anos da Guerra Fria.

Trump reforçou a mensagem em um vídeo divulgado no Truth Social antecipando sua visita, instando a Europa a gastar mais com sua própria defesa.

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