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Sob calor extremo, Coreia do Sul aciona novo alerta máximo pela primeira vez

A Coreia do Sul emitiu neste domingo (12), pela primeira vez, seu alerta de calor no nível máximo devido a uma intensa onda de calor que atinge o sudeste do país. A nova categoria de alerta foi criada neste ano pelo serviço meteorológico sul-coreano em resposta à expectativa de eventos climáticos extremos associados às mudanças climáticas.

12 jul 2026 - 07h40
(atualizado às 07h45)
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Uma mulher vestida com um Hanbok tradicional posa para uma foto na Praça Gwanghwamun, em meio à onda de calor, em Seul, em 12 de julho de 2026.
Uma mulher vestida com um Hanbok tradicional posa para uma foto na Praça Gwanghwamun, em meio à onda de calor, em Seul, em 12 de julho de 2026.
Foto: AFP - JADE GAO / RFI

"A Administração Meteorológica da Coreia (KMA) emitiu hoje, às 10h, um alerta de calor extremo para duas cidades na parte sul da província de Gyeongsang do Norte: Gyeongsan e Pohang", disse a diretora da agência, Lee Mi-seon, em entrevista coletiva. Segundo ela, quando esse alerta está em vigor, recomenda-se interromper, na medida do possível, "todas as atividades ao ar livre, incluindo trabalho e esportes".

Pelo novo sistema, o alerta máximo é acionado quando uma região registra temperatura aparente (ou índice de calor, que combina temperatura e umidade) de pelo menos 35°C durante dois dias consecutivos ou a 39°C em um dia. 

"Esta é a primeira vez que esse alerta é emitido" desde a implementação do sistema, afirmou Lee.

De acordo com a diretora da KMA, as áreas afetadas registraram temperaturas aparentes acima de 35°C na sexta-feira e no sábado, com previsão de alcançar pelo menos 38°C neste domingo. O alerta máximo "indica condições nas quais até mesmo indivíduos saudáveis enfrentam um risco significativamente maior de problemas graves de saúde, incluindo doenças relacionadas ao calor e morte", advertiu.

Embora o nível máximo esteja em vigor apenas em duas cidades, grande parte da Coreia do Sul está sob alguma categoria de alerta inferior. 

Segundo a KMA, a média anual de dias de onda de calor no país passou de oito, na década de 1970, para 19 nos últimos cinco anos. Essa classificação se refere a dias em que a temperatura máxima atinge pelo menos 33°C.

Mudanças climáticas

As ondas de calor têm se tornado mais intensas e frequentes em todo o mundo em razão das mudanças climáticas, impulsionadas principalmente pela queima de carvão, petróleo e gás.

Especialistas preveem que esses eventos se tornem cada vez mais comuns, com graves consequências humanas e econômicas e a necessidade de adaptação da infraestrutura.

Nos Estados Unidos, cerca de 44 milhões de pessoas enfrentam uma onda de calor, com temperaturas máximas previstas entre 38°C e 43°C em vários estados. O país já havia registrado outro episódio semelhante no início deste mês.

Ao mesmo tempo, a Europa Ocidental enfrenta uma terceira onda de calor após registrar o mês de junho mais quente de sua história. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o calor extremo causou ao menos 1.300 mortes na região desde 21 de junho.

Na França, 24 milhões de pessoas estão atualmente sob alerta máximo de calor, de acordo com cálculo da AFP baseado em dados do Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee). Esta é a terceira onda de calor registrada no país em apenas dois meses. No sábado, as temperaturas variaram entre 37°C e 40°C.

Os oceanos também registraram em junho as temperaturas mais altas já observadas globalmente. O recorde coincide com o desenvolvimento do fenômeno El Niño, que deve se intensificar no Pacífico tropical.

No mesmo mês, a temperatura média global ficou 1,39°C acima dos níveis pré-industriais, tendo como referência o período entre 1850 e 1900.

Com AFP

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