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Segredos da família real britânica: 5 momentos polêmicos na realeza

Sempre vigiada pelos holofotes, a realeza já passou por diversos momentos polêmicos e escândalos; veja o lado obscuro da família real

4 mai 2023 - 05h00
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No próximo dia 6 de maio, as câmeras do mundo mais uma vez estarão voltadas para a família mais famosa do Reino Unido, a família real. Essa data, não marca somente a chegada oficial do rei Charles III ao trono, mas também a coroação da sua esposa, a rainha consorte Camilla Parker Bowles

A relação entre o casal já rendeu muita especulação, e envolveu a primeira esposa de Charles, princesa Diana. Mas, esse não é o único momento rebuliço na monarquia britânica. Relembre as histórias da intimidade da família real britânica

Harry e Meghan

O filho mais novo do rei, Harry, já tinha se envolvido em uma série de polêmicas em sua juventude. Mas a sua união com a atriz Meghan Markle foi um verdadeiro estopim para a relação dele com a família real. 

Antes mesmo do casamento, o namoro dos dois causou polêmica por causa birracialidade de Meghan e pelo fato dela já ter sido casada anteriormente. Em 2016, a secretaria de comunicações da Família Real Britânica soltou uma nota onde o príncipe reconhecia os privilégios nos quais foi criado, e criticava “uma onda de abuso e assédio” direcionados a então namorada. 

Em abril de 2021, ao lado da esposa, o duque de Sussex deu uma entrevista bombástica à Oprah Winfrey. Na conversa, ele revelou questões pessoais, como o uso de drogas e álcool para lidar com a morte da mãe, Diana, e situações que aconteceram dentro do Palácio de Buckingham e levaram que ele tomasse a decisão de abdicar das funções reais. 

A revelação mais bombástica da entrevista está relacionada ao primeiro filho do casal, Archie, que foi vítima de racismo antes mesmo de nascer. À Oprah, Meghan disse que havia preocupação dentro da família real sobre o tom da pele de seu bebê. Durante a gravidez, um membro não identificado da família teria levantado a questão de quão escura seria a pele de Archie.

Já no livro lançado por Harry, Spare (2023), o duque revelou que o irmão e a cunha, William e Kate, o incentivaram a usar o traje nazista  – que tanto causou polêmica à época – em uma festa em 2005.

A foto em que ele usa uma roupa de soldado com uma suástica estampou a primeira página de um dos principais jornais do Reino Unido, The Sun.

Morte da Lady Di

Tudo parecia um conto de fadas em 1981, quando Diana Spencer subiu ao altar para se casar com o então príncipe Charles. Mas a história teve um final muito diferente do “felizes para sempre”. 

Crises e pressões fizeram seu casamento se desintegrar, com Diana culpando a ligação contínua de Charles com a amante de longa data, Camilla Parker Bowles. 

Charles teria dito abertamente a Diana que não a amava, em mais de uma oportunidade. A primeira vez em que ele teria deixado clara a sua falta de sentimento por ela foi, inclusive, na véspera do casamento dos dois, como é relatado no documentário The Diana Interview: Revenge Of A Princess (2020).

Na biografia que produziu com o escritor Andrew Morton, Lady Di revelou que passou a sofrer de ansiedade e bulimia nervosa devido aos conflitos de seu relacionamento com Charles. O atual rei seria um dos maiores "incentivadores" do transtorno alimentar, que começou uma semana após o noivado dos dois, quando ele fez um comentário sobre Diana estar gorda.

O casal se separou oficialmente em agosto de 1996, após uma batalha pública repleta de polêmicas e exposições da vida privada do antigo casal.  

Um ano depois, em 31 de agosto de 97, Diana faleceu em um hospital de Paris, França, após ser ferida em um acidente de carro em um túnel rodoviário na mesma cidade. Lady Di, uma das mulheres mais fotografadas do mundo, morreu em acidente de carro em Paris enquanto fugia de paparazzi.

A notícia chegou à família real enquanto eles estavam na Escócia, no Castelo de Balmoral. Em poucas horas, Charles voou para Paris para recuperar o corpo de Diana antes de retornar a Balmoral para ficar com os filhos dele e de Diana, os príncipes William e Harry.

O choque se espalhou pela nação, e muitos foram até a casa da princesa no Palácio de Kensington para lamentar a perda. A comoção foi tão grande que a Coroa chegou a ser criticada por não aparecer rapidamente em público e se recusar a baixar a bandeira do Palácio de Buckingham a meio-mastro.

Até então, a rainha Elizabeth tinha se mantido em silêncio e relutou em declarar luto oficial. O pronunciamento oficial aconteceu apenas em 5 de setembro.  "Ninguém que conheceu Diana jamais a esquecerá. Milhões de outras pessoas que nunca a conheceram, mas sentiam que a conheciam, se lembrarão dela. Eu acredito que há lições a serem tiradas de sua vida e da extraordinária e comovente reação à morte dela. Eu compartilho de sua determinação de cuidar da memória dela", disse ela, em discurso transmitido pela TV.

Charles e Camilla

Charles conheceu Camilla, sua atual esposa e rainha consorte, em 1971, durante uma partida de polo. Após isso, se encontraram casualmente algumas vezes até que Charles teve que ir embora para servir à Marinha Real. 

Camilla não era julgada pela família real como uma boa escolha para o príncipe, e acabou se casando com outro homem. Mas, assim que voltou do serviço militar, Charles retomou o contato com sua ex-namorada.

Em 1980, Camilla, mesmo casada, foi a acompanhante oficial de Charles em uma viagem para reconhecer a independência do país africano Zimbábue. Charles se casou com Diana no ano seguinte. Mas, o então príncipe nunca deixou de ter contato com Camilla. 

Em 1993, foi publicada pela imprensa a transcrição de uma conversa telefônica íntima de 1989 entre Camilla e Charles. No ano seguinte, durante um documentário televisivo, Charles admitiu o adultério.

Em uma entrevista a BBC, Diana foi questionada se Camilla foi o estopim para o fim da relação. “Bem, éramos três neste casamento, então estava um pouco lotado".

No ano seguinte a morte de Diana, 1998, Camilla conheceu os filhos de Charles, Willian e Harry. E, em 99, Charles e Camilla apareceram em público como um casal deixando o Ritz Hotel em Londres após uma festa. Em seguida, ela foi apresentada formalmente a rainha Elizabeth. 

O casal finalmente formalizou a união em 2005, em uma cerimônia no civil em Windsor Guildhall e depois recebendo a benção oficial do arcebispo de Canterbury na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor. Com isso, Camilla ganhou o título de Duquesa da Cornualha.

No mesmo ano,  a rainha Elizabeth anunciou seu "desejo sincero" de que Camilla se tornasse rainha consorte quando Charles assumisse o trono — o que, sabemos, vai acontecer. 

A relação entre príncipe Andrew e Jeffrey Epstein

Considerado o filho predileto da rainha Elizabeth, o príncipe Andrew tem uma longa lista de acusações e controvérsias. Rumores de que o príncipe teria uma relação próxima como Jeffrey Epstein, bilionário americano condenado por uma série de abusos sexuais, começaram a repercutir. Os dois se conheciam desde 1999. 

Tudo começou através das denúncias que partiram de Virginia Giuffre, uma das dezenas de mulheres que revelaram os abusos sexuais realizados por Epstein — que acabou se suicidando na cadeia, onde esperava sua condenação nos EUA. 

Virginia afirmou que foi obrigada a manter relações sexuais com o príncipe. Durante o insólito episódio, ela ainda era menor de idade, com somente 17 anos.

Giuffre teria sido levada para Londres por Epstein, em 2001 e naquela circunstância manteve relações sexuais três vezes com Andrew. Em entrevistas, a vítima diz se lembrar muito bem daquela noite, afirmando que o Duque de York era um péssimo dançarino e que transpirava muito.

Andrew negou publicamente as denúncias, e disse que não conhecia a garota, mesmo que existam fotos dos dois juntos. Além disso, o nobre ainda afirmou sofrer de uma condição que o impede de suar.

O príncipe decidiu por se afastar categoricamente de todos os seus compromissos reais.

Realeza e nazismo

Em 1936, Edward VIII abdicou do trono em favor do irmão, George VI, pai de Elizabeth II. O motivo abertamente falado, era a sua vontade de se casar com Wallis Simpson — plebeia, americana e um divórcio, caminhando para o segundo.  Mas, ele também era assunto por outro assunto, sua simpatia pelo chanceler alemão Adolf Hitler, que àquela altura já afiava as garras para dominar a Europa.

Docu­men­tos revelados pelo historiador Andrew Lownie, comprovaram que Edward, o duque de Windsor, teve atuação concreta e decisiva na II Guerra, repassando aos nazistas informações importantes sobre as falhas da defesa da França, antes do país ser invadido por tropas alemãs, em 1940. 

A proximidade entre os duques de Windsor e o alto escalão nazista culminou com uma visita a Berlim, em 1937, quando foram recebidos com pompa. Edward e Wallis visitaram a Alemanha a convite de Adolf Hitler, que os recepcionou em sua casa de campo em Obersalzberg. 

Durante a viagem, o duque britânico distribuiu saudações nazistas e elogios ao regime hitlerista, que definiu como “um baluarte da luta contra o comunismo”, chegando propor uma aliança entre Reino Unido e Alemanha contra a União Soviética.

Décadas mais tarde, Eduardo VIII negaria em sua biografia que fosse um simpatizante nazista, mas costumava dizer para pessoas próximas que Hitler “era uma pessoa boa”, que fez “um ótimo trabalho na Alemanha” e que as críticas que lhe dirigiam eram “calúnias inventadas por judeus”.

O marido de Elizabeth II, príncipe Philip, Duque de Edimburgo, também pertence a uma família aristocrática com vínculos nazistas. Três de suas irmãs foram casadas com príncipes alemães ativos no Partido Nazista. 

A historiadora alemã Karina Urbach afirma que os documentos mais comprometedores provavelmente foram destruídos após 1945, para evitar a criminalização de membros da família real nos processos legais do pós-guerra.

O que restou foi a foto de Harry vestido como um soldado nazista. A imagem, publicada pelo The Sun em 2005, pode mesmo ser resultado de uma sugestão infeliz, ou sintomas da persistência de valores inconfessáveis e obscuros no seio da família real. 

Fonte: Redação Terra
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