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Rubio dialogará com Dinamarca em meio a tensões sobre Groenlândia

Secretário americano conversará com escandinavos na próxima semana

7 jan 2026 - 14h52
(atualizado às 15h06)
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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nesta quarta-feira (7) que se reunirá com autoridades da Dinamarca na próxima semana para discutir as tensões em torno da Groenlândia, reabertas pelo republicano Donald Trump.

Secretário americano conversará com escandinavos na próxima semana
Secretário americano conversará com escandinavos na próxima semana
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Washington voltou a fazer ameaças de se apropriar da Groenlândia, o que gerou preocupações após não ter sido descartada a possibilidade de uma ação militar na ilha. Rubio e a Casa Branca, no entanto, garantiram que uma ofensiva no território não está em discussão.

"A primeira opção de Trump em relação à Groenlândia é sempre a diplomacia, e é por isso que ele está discutindo ativamente a compra", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

O mesmo discurso foi defendido pelo republicano e presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, aliado próximo de Trump. O político afirmou não acreditar que alguém dentro do governo esteja considerando o uso da força militar em Nuuk.

O diplomata português António Costa, presidente do Conselho Europeu, declarou que a Groenlândia "pertence ao seu povo" e que nada pode ser decidido no território sem a participação da Dinamarca e das autoridades da ilha.

"A Europa continuará sendo uma defensora firme e inabalável do direito internacional e do multilateralismo. Nós, europeus, aprendemos com a nossa história que o unilateralismo é um atalho para o conflito, a violência e a instabilidade", disse Costa.

O jornal The New York Times recordou que os Estados Unidos desfrutam de amplo acesso militar à Groenlândia devido a um acordo pouco conhecido que remonta à Guerra Fria. Atualmente, o país mantém apenas uma base em uma área muito remota da ilha, mas o pacto permite que a nação "construa, instale, mantenha e opere" bases em toda a região, além de "hospedar pessoal" e "controlar pousos, decolagens, ancoragens, amarrações, movimentações e operações de navios, aeronaves e embarcações".

"Os EUA têm tanta liberdade na Groenlândia que podem basicamente fazer o que quiserem. Tenho dificuldade em imaginar que eles não consigam praticamente tudo o que desejam se simplesmente pedirem com educação", avaliou Mikkel Runge Olesen, pesquisador do Instituto Dinamarquês de Estudos Internacionais, em Copenhague. .

Ansa - Brasil
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