Comissão Europeia diz que acordo UE-Mercosul pode ser apoiado com confiança
UE afirmou que garantias atendem preocupações dos Estados-membros
A Comissão Europeia declarou nesta quinta-feira (8) que as garantias e proteções incluídas no acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul abriram caminho para que o pacto possa ser apoiado com confiança pelos Estados-membros do bloco.
O porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio, Olof Gill, recordou que já defendeu o acordo "diversas vezes" e afirmou acreditar que ele é "essencial para a UE nos âmbitos econômico, político, estratégico e diplomático".
"Com as garantias e proteções adicionais que implementamos para tranquilizar os representantes do setor agroalimentar, acreditamos que agora temos um texto que pode ser apoiado com total confiança por todos os Estados-membros e representantes econômicos", declarou o porta-voz.
Segundo informações do jornal Le Figaro, o presidente da França, Emmanuel Macron, garantiu que seu país votará contra o acordo comercial. O político teria confirmado a posição em um telefonema com Ursula von der Leyen, chefe da Comissão Europeia.
Paralelamente, a FNSEA, principal sindicato agrícola francês, que se opõe veementemente ao acordo UE-Mercosul, afirmou esperar um "sinal muito forte" do primeiro-ministro do país, Sébastien Lecornu, e pediu "medidas urgentes" em apoio aos agricultores.
O ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, afirmou que adotou uma posição voltada à proteção do sistema produtivo nacional, com o objetivo de tornar as empresas italianas "cada vez mais competitivas e fortes nos mercados".
"Esses recursos permitirão que nossos agricultores recebam o apoio adequado para seus negócios. Além disso, estabelecemos condições para melhorias significativas no acordo com o Mercosul e alcançamos resultados importantes, tornando-o mais vantajoso. A Itália contribuiu para a adoção de um mecanismo de salvaguarda contra as perturbações que a abertura de mercado poderia causar", declarou. .