Putin atende pedido de Trump e liberta americano Stephen Hubbard 'sem nada em troca'
Russo recebeu Witkoff, que lhe entregou propostas de cessar-fogo
A pedido de Donald Trump, Vladimir Putin libertou o americano Stephen Hubbard, detido desde 2022 por combater pela Ucrânia, sem exigir contrapartidas. O anúncio ocorreu em reunião com o enviado dos EUA, Steve Witkoff, que entregou propostas para a paz e debateu uma cúpula trilateral mediada por Washington. O encontro também tratou da venda de diesel russo ao mercado global e foi sucedido por conversas de Putin com o premiê chinês, Li Qiang, visando fortalecer os laços bilaterais.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, atendeu a um pedido de seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, e libertou o prisioneiro americano Stephen Hubbard, condenado no país por lutar pela Ucrânia.
A informação foi confirmada pelo próprio Putin nesta quarta-feira (21) durante encontro em São Petersburgo com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, o qual agradeceu ao líder russo em nome da Casa Branca.
No Truth, Trump destacou que a libertação de Hubbard se deu "sem nada em troca".
Hubbard, um professor de inglês aposentado de 74 anos, foi capturado por forças russas na Ucrânia em 2022, e condenado a sete anos de prisão em 2024, sob a acusação de combater por Kiev.
Após se reunir na terça-feira (20) com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Noruega, Witkoff levou a Putin documentos que delineiam abordagens para a resolução do conflito de mais de quatro anos na Ucrânia.
"Da nossa parte, trouxemos vários documentos que apresentam diferentes abordagens para alcançar uma solução pacífica para o conflito entre Kiev e Moscou. Peço-lhe, senhor presidente, que analise esses documentos em um momento oportuno", disse Witkoff, que também expressou o desejo de Putin considerar um encontro trilateral com a Ucrânia, mediado pelos EUA.
Já o líder russo agradeceu a Trump "pela atenção para solucionar a crise" no país vizinho.
"Sei que o presidente Trump dá atenção especial a isso, e, antes de tudo, sob uma perspectiva humanitária", afirmou Putin a Witkoff, segundo a TASS.
De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o chefe de Estado da Rússia irá analisar "todas as propostas" oferecidas pelo enviado americano, ainda que "muito dependa dos ucranianos, e de quão dispostos estão a se comprometer, de forma concreta, com uma solução pacífica".
No encontro, Putin e Witkoff também ampliaram a discussão sobre o fornecimento de diesel russo para os mercados americano e global em meio à guerra dos EUA contra o Irã, acordo que enfureceu Zelensky.
Em declaração à imprensa, o assessor presidencial russo Yuri Ushakov afirmou que Putin e Witkoff observaram que "o pacto sobre o fornecimento de diesel ajudará a estabilizar o mercado de energia" mundial.
O presidente russo e o enviado da Casa Branca também conversaram sobre uma possível cúpula trilateral na China com a presença de Trump.
Depois de receber Witkoff, Putin se reuniu com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, com quem reforçou a cooperação bilateral.
"Nossas relações são independentes da situação internacional e não são voltadas contra ninguém", declarou Putin a Li no início da reunião.
Por sua vez, assim que desembarcou em São Petersburgo, o premiê de Pequim reforçou que a China está pronta para trabalhar com a Rússia em uma direção "mais profunda, mais substancial e mais resiliente".
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