Prédio que sobreviveu a duas guerras mundiais é destruído em protestos na França
Edifício que abriga Prefeitura de Limoges, inaugurado do século 19, teve telhado e torre derrubados em ataque
O edifício da Prefeitura de Limoges, na França, amanheceu neste domingo, 18, com o telhado e a torre do relógio desabados após ataques durante os protestos que ocorrem pelo país.
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O prédio construído no século 19 em estilo neorrenascentista, que já sobreviveu a duas guerras mundiais, foi incendiado por um grupo de mascarados durante a maior onda de protestos da história recente da França.
Na noite de sábado, 17, moradores assistiram as chamas atingirem o telhado e derrubarem a torre, cena que lembrou o colapso da torre da Catedral de Notre-Dame em um incêndio em 2019.
Moradores e autoridades locais relataram que a situação foi de “partir o coração” e que a destruição foi uma “catástrofe patrimonial”, em entrevistas à imprensa local. O telhado desabou sobre os andares inferiores, poupando apenas a ala oeste e grande parte do exterior foi destruída.
Inspirado na prefeitura de Paris, o edifício era um monumento tombado, inaugurado em 1883. Sua torre central do relógio erguia-se a 43 metros de altura sobre a praça.
Le jour d’après à Limoges. Désolation. Tristesse. Colère. https://t.co/lj5xHgTnB4
— Denis Carreaux (@DenisCarreaux) October 18, 2026
🇫🇷 | URGENTE: El reloj de la torre del Ayuntamiento de Limoges en Francia, edificio de 1876 y designado como monumento histórico en 1975, se ha derrumbado después de que fuera incendiado como parte de las protestas. https://t.co/vPNb2GpIJT
— Alerta News 24 (@AlertaNews24) October 17, 2026
Neste domingo, o local reuniu curiosos e autoridades para avaliar os danos. O prefeito da cidade, Guillaume Guerin, relatou que a polícia local foi rapidamente dominada por uma multidão de centenas de pessoas. Vândalos quebraram janelas e usaram um ariete – tronco de arrombamento – para derrubar a porta principal.
O prefeito afirmou à Reuters que, se não receber um milhão de euros para reparar o edifício, irá renunciar ao cargo. (*Com informações da Reuters)
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