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Protestos violentos são registrados em Palermo, Gênova e Verona

Manifestantes foram às ruas contra medidas rígidas anti-Covid

28 out 2020
19h02
atualizado às 19h56
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As cidades de Palermo, Gênova e Verona, na Itália, foram palcos nesta quarta-feira (28) de um novo protesto contra as medidas rígidas anunciadas pelo governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte para conter o avanço da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2.

Em Palermo, diversos comerciantes se reuniram na avenida Corso Vittorio Emanuele para uma manifestação pacífica. No entanto, pouco tempo depois do início do ato, algumas pessoas atiraram fogos de artifício e garrafas de vidro contra um grupo de policiais italianos.

Um dos funcionários de TV da Mediaset foi atingido e teve que ser resgatado por uma ambulância para receber os primeiros socorros. As autoridades locais chegaram a perseguir os militantes, que se dispersaram pelos becos do centro histórico. Duas pessoas foram detidas.

"Hoje, alguns grupos isolados que recorrem a atos de violência inaceitáveis confirmaram o sentido de responsabilidade e civilização de muitos que, apesar de serem atingidos por uma gravíssima crise econômica e de saúde, eles estão legitimamente protestando de forma civilizada", declarou o prefeito de Palermo, Leoluca Orlando.

O político italiano prestou solidariedade às forças policiais envolvidas e disse que é necessário dar respostas a quem vive esta crise, com intervenções adequadas e imediatas do governo nacional e regional, que não podem ignorar as consequências sociais e econômicas".

Já em Gênova, os confrontos ocorreram na Piazza de Ferrari, no centro da cidade. Cerca de 500 comerciantes, estudantes e expoentes da extrema direita se reuniram contra o decreto que ordena o fechamento de atividades sociais, como ginásios, piscinas, cinemas e teatros.

Em Verona, por sua vez, conflitos noturnos no centro da cidade entre agentes e manifestantes de extrema direita foram registrados. Os ultras lançaram fogos de artifício contra os policiais, que responderam com gás lacrimogêneo.

O confronto teve início após uma marcha contra o governo italianos e as medidas anti-Covid feita na Piazza delle Erbe.

Nos últimos dias, cidades como Roma, Turim, Milão e Nápoles têm registrado protestos violentos e até saques por parte de manifestantes, que criticam o decreto de Conte que ordena o fechamento de bares e restaurantes às 18h, além de proibir o funcionamento de cinemas, teatros, piscinas e academias.

Hoje, a ministra do Interior da Itália, Luciana Lamorgese, realizou uma reunião com o Comitê Nacional de Ordem e Segurança para debater os atos violentos.

"Estamos cientes das dificuldades que as medidas emergenciais, tanto governamentais quanto regionais, têm causado aos italianos, principalmente para algumas categorias. O governo está constantemente ouvindo vozes de inquietação", explicou a ministra.

Segundo Lamorgese, "ao lado dos protestos civis dos cidadãos, assistimos a episódios indizíveis de violência e guerras urbanas".

"Foram episódios que encontraram apenas um pretexto ocasional no descontentamento. Todos os episódios viram em ação temas que nada têm a ver com categorias afetadas por medidas governamentais", lembrou.

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