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Presidente do Parlamento da UE é velado em Roma

David Sassoli morreu na última terça-feira (11) aos 65 anos

13 jan 2022 08h35
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A sede da Prefeitura de Roma recebe nesta quinta-feira (13) o velório do presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, morto na última terça (11) aos 65 anos de idade.

Caixão de David Sassoli chega na Prefeitura de Roma; à direita, a esposa do político, Alessandra Vittorini, no meio dos filhos do casal, Livia e Giulio
Caixão de David Sassoli chega na Prefeitura de Roma; à direita, a esposa do político, Alessandra Vittorini, no meio dos filhos do casal, Livia e Giulio
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O público poderá dar seu adeus ao político e jornalista até as 18h (horário local), e o funeral com honras de Estado está marcado para esta sexta (14), na igreja de Santa Maria degli Angeli, também na capital italiana.

O velório já registrou as presenças do presidente da República, Sergio Mattarella, do primeiro-ministro Mario Draghi e de políticos e personalidades de todo o país.

Sassoli estava internado desde 26 de dezembro em um hospital oncológico de Aviano, que diz que a morte foi provocada por uma "grave complicação devida a uma disfunção no sistema imunológico".

Em setembro, o italiano chegou a ser hospitalizado devido a uma pneumonia bacteriana e nunca se recuperou totalmente. Além disso, já havia feito um transplante de medula devido a um mieloma, câncer que atinge o sistema imunológico, há cerca de 10 anos.

Trajetória

Nascido em 30 de maio de 1956, em Florença, Sassoli foi criado em Roma e, antes de entrar para a política, trabalhou como jornalista por mais de duas décadas e foi apresentador do TG1, principal telejornal da emissora pública Rai e da TV italiana.

Sassoli deixou o canal em 2009 para se candidatar ao Parlamento Europeu pelo Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, e foi eleito com 412 mil votos. Em 2013, tentou disputar a Prefeitura de Roma, mas acabou perdendo as primárias do PD para Ignazio Marino, que venceria as eleições.

Depois disso, decidiu se concentrar na UE e foi reeleito para o Europarlamento em 2014 e 2019. Após liderar a delegação do PD entre 2009 e 2014, foi vice-presidente do Legislativo de 2014 a 2019, quando venceu a disputa para comandar o órgão, sucedendo o também italiano Antonio Tajani.

Sassoli defendia o acolhimento de migrantes e refugiados, cobrava reações mais drásticas contra medidas autoritárias em Estados-membros do leste europeu e era a favor do aumento da integração no bloco.

Ansa - Brasil   
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