Presidente do Irã confirma morte de ministro da Inteligência
Esmail Khatib morreu em bombardeio israelense
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, confirmou a morte do ministro da Inteligência do país persa, Esmail Khatib, em um bombardeio israelense.
"O vil assassinato dos meus caros colegas Esmail Khatib, Ali Larijani e Aziz Nasirzadeh, juntamente com alguns membros de suas famílias e equipes, nos deixou de coração partido", escreveu o mandatário no X nesta quarta-feira (18).
Larijani era chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, além de principal nome de fato do regime desde a morte do líder supremo Ali Khamenei, e morreu em um ataque em Teerã na última terça (17).
Nasirzadeh, por sua vez, era ministro da Defesa e foi assassinado por bombardeios no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro. "Apresento minhas condolências ao grande povo do Irã pelo martírio de dois membros do governo, do secretário da Assembleia do Povo e dos comandantes militares e da Basij [força paramilitar do regime]. Tenho certeza de que seu caminho continuará ainda mais forte do que antes", concluiu Pezeshkian.
A morte de Khatib já havia sido anunciada pelo ministro israelense da Defesa, Israel Katz, que disse que o dirigente "chefiava o aparato interno do regime responsável por assassinatos e pela repressão".
Katz ainda ressaltou que as forças de Israel estão autorizadas a "eliminar qualquer oficial iraniano de alto escalão" que esteja ao alcance, "sem necessidade de aprovação adicional".
Khatib chefiava o Ministério da Inteligência desde agosto de 2021, ainda no mandato do finado presidente Ebrahim Raisi, e era tido como um dos pupilos de Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra.
O clérigo se junta a uma longa lista de dirigentes iranianos assassinados por EUA e Israel desde o início do conflito, que, além de Khamenei, Larijani e Nasirzadeh, ainda inclui o líder das milícias Basij, Gholamreza Soleimani; o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour; e o expoente do programa nuclear de Teerã Ali Shamkhani, entre outros.
Em entrevista à Al Jazeera, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, minimizou as perdas e disse que a República Islâmica tem uma "estrutura com instituições políticas, econômicas e sociais consolidadas" e não está "baseada em um único indivíduo".
"Se outra pessoa morresse como mártir, seria a mesma coisa. Se o ministro das Relações Exteriores morresse como mártir, haveria alguém pronto para ocupar o cargo", declarou.