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Presidente da Autoridade Palestina agradece reconhecimento de Estado e diz que Hamas não representa seu povo

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, agradeceu os países que reconheceram o Estado palestino, em um discurso transmitido por vídeoconferência, nesta quinta-feira (25), na Assembleia Geral da ONU. Ele também afirmou que o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro "não representa o povo palestino".

25 set 2025 - 13h43
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O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, agradeceu os países que reconheceram o Estado palestino, em um discurso transmitido por vídeoconferência, nesta quinta-feira (25), na Assembleia Geral da ONU. Ele também afirmou que o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro "não representa o povo palestino".

Le président de l'Autorité palestinienne s'exprime devant l'Assemblée générale de l'ONU par vidéo, le 25 septembre 2025.
Le président de l'Autorité palestinienne s'exprime devant l'Assemblée générale de l'ONU par vidéo, le 25 septembre 2025.
Foto: © Angelina Katsanis / AP / RFI

"Em nome do povo palestino eu gostaria de manifestar toda nossa gratidão aos Estados que reconheceram recentemente o Estado da Palestina", disse Abbas, antes de pedir aos países que ainda não reconheceram, que o fizessem para garantir a paz no Oriente Médio.

"Nós gostaríamos de agradecer a França, o Canadá, o Reino Unido, a Austrália, a Bélgica, Portugal, Luxemburgo, Malta, San Marino, Mônaco, Andorra e a Dinamarca por terem reconhecido o Estado da Palestina. Nós agradecemos os 149 Estados que reconheceram anteriormente o Estado da Palestina. Nosso povo nunca esquecerá esta nobre decisão", disse.

O presidente da Autoridade Palestina também disse que os ataques de 7 de outubro "não representam o povo palestino", que o Hamas "não representa o povo palestino, nem sua justa luta por liberdade e independência", disse ele.

"O Hamas não terá nenhum papel na governança futura da Palestina", acrescentou, afirmando que o movimento islamista e as outras facções "deverão entregar as armas às autoridades palestinas, dentro de um processo para edificar as instituições de um Estado com apenas um direito e apenas uma força de segurança legal", insistiu.

"Nossas feridas estão abertas, nosso calvário é colossal. Milhões de palestinos estão deslocados desde a nakbar em 1948", se referindo à expulsão e ao êxodo da população durante a Guerra Árabe-Israelense. "Nossa população na Cisjordânia, inclusive em Jerusalém Oriental, mas também na Faixa de Gaza, vive sobre a tragédia da ocupação israelense e isso há décadas."

Gaza: "um dos capítulos mais horríveis dos últimos séculos"

Abbas não pôde ir pessoalmente à Assembleia da Onu em Nova York porque o governo americano proibiu sua entrada nos Estados Unidos.

"Eu me exprimo hoje depois de quase dois anos, durante os quais a população palestina na Faixa de Gaza viveu uma guerra genocida", disse lembrando que mais de 220 mil palestinos já morreram ou ficaram feridos, em sua maioria mulheres e crianças.

"Israel não realiza somente uma agressão, mas comete um crime de guerra", afirmou. "Um crime contra a humanidade que foi provado, documentado, que estará nos livros de História e ficará na consciência humana como o capítulo mais horrível da história da humanidade nos séculos XX e XXI."

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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