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Polícia prende 2 homens por agressões sexuais em Milão

Segundo agentes, havia risco de fuga para exterior

12 jan 2022 16h11
| atualizado às 16h26
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A polícia de Milão anunciou a prisão de dois jovens suspeitos de terem cometido agressões sexuais durante a virada do ano na cidade, informou a Procuradoria local nesta quarta-feira (12).

Polícia prendeu dois homens e investiga outros 16 por agressões no Réveillon
Polícia prendeu dois homens e investiga outros 16 por agressões no Réveillon
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Os dois cometeram pesadas violências sexuais quase completas, acompanhadas por roubo de celulares e bolsas", diz a decisão judicial contra os dois rapazes de 18 e 21 anos, sendo um detido em Milão e outro em Turim. Ambos são italianos e apresentavam "um consistente e concreto perigo de fuga".

A operação veio na sequência de uma outra ação policial na terça-feira (11), quando 18 rapazes foram alvos de busca e apreensão nas duas cidades.

Ainda conforme os policiais, os dois não foram encontrados pelos agentes na terça e tinham "contatos no exterior" com uma "rede de relações úteis" para tirá-los do país.

A determinação da prisão de ambos também ocorreu porque foram encontradas roupas nas residências idênticas às usadas durante os crimes e foram localizados "materiais digitais" sobre o tema.

As autoridades conseguiram recriar as ações dos grupos - não se sabe se são interligados ou independentes - e determinaram que foi usada uma "técnica bem precisa" para cometer as agressões contra as nove vítimas. Dois deles abordavam uma jovem aleatória no meio da praça e os demais apareciam logo depois fazendo uma espécie de cercado humano para esconder o que ocorria no centro da roda.

O caso ocorrido no Réveillon na Praça do Domo e nas ruas próximas virou alvo de investigação após imagens serem divulgadas nas redes sociais e duas alemãs prestarem denúncia formal sobre o ocorrido em Milão.

A partir disso, a polícia e o Ministério Público da cidade começaram a requisitar e a analisar as imagens das câmeras de segurança pública e de diversos estabelecimentos para tentar identificar se havia mais vítimas e quem eram os autores dos crimes. Ao todo, nove mulheres foram alvo das ações feitas pelas gangues. .
   

Ansa - Brasil   
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