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Plano de reconstrução da Notre-Dame gera discussão na França

Incêndio da famosa catedral francesa completa 1 mês

15 mai 2019
15h11
atualizado às 15h17
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O incêndio que destruiu o teto da Catedral de Notre-Dame, em Paris, completa nesta quarta-feira (15) um mês. Depois de 30 dias do ocorrido , a igreja está passando por obras preliminares e o possível moderno plano de reconstrução do local está gerando muita discussão na França.

A famosa catedral está tomada por destroços, mas redes de proteção, andaimes e máquinas foram colocados na igreja para ajudar na retirada dos escombros. No entanto, o que vem chamando atenção no país é o processo reconstrução do setor que foi consumido pelo fogo.

Na última semana, a Assembleia Nacional da França aprovou um projeto de lei que crava um prazo de cinco anos para a Notre-Dame ser totalmente restaurada. Isso permitiria que a catedral fosse reaberta antes do início dos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris.

O prazo de reconstrução está sendo debatido por especialistas, que estão pedindo mais sensatez e cautela no projeto, já que o projeto das obras está sendo acelerado tendo em vista as Olimpíadas.

No entanto, o ponto mais discutido é sobre a nova Notre-Dame. O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou ser a favor de "um gesto arquitetônico contemporâneo" para refazer a "flecha", torre central e mais alta da igreja, que foi destruída pelo fogo. O chefe de Estado francês até lançou um concurso internacional.

Alguns deputados e renomados arquitetos não estão gostando da ideia de modernizar a igreja. Eles defendem que a parte consumida pelas chamas deve ser reconstruída exatamente como era.

Uma pesquisa realizada no país mostrou que mais de 50% dos franceses querem uma igreja do mesmo jeito que era antes do incêndio. Já outros 25% apoiaram a ideia de uma catedral mais moderna e com materiais inéditos.

Já o ministro da Cultura, Franck Riester, afirmou que realizará uma consulta pública sobre a reconstrução da igreja e irá apurar os resultados.

O incêndio destruiu a "flecha" e todo seu telhado. Por outro lado, o interior da igreja, o órgão e os vitrais resistiram às chamas. Até o momento, magnatas e empresas já doaram mais de 1 bilhão de euros para a reforma da catedral, que é um dos principais símbolos de Paris e foi imortalizada no livro "O corcunda de Notre-Dame", de Victor Hugo.

Ansa - Brasil   

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