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Pivô de 'Vatileaks' é investigada por compra de máscaras

Francesca Chaouqui é suspeita de tráfico de influência

4 dez 2020
13h41
atualizado às 13h47
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A consultora ítalo-marroquina Francesca Immacolata Chaouqui, pivô de um escândalo de vazamento de documentos sigilosos do Vaticano, está sendo investigada pelo Ministério Público de Roma por suspeita de irregularidades na compra de máscaras de proteção da China.

Francesca Chaouqui foi condenada pelo Vaticano por vazar documentos secretos
Francesca Chaouqui foi condenada pelo Vaticano por vazar documentos secretos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Chaouqui é suspeita de tráfico de influência e receptação no inquérito que apura possíveis crimes na compra de 801 milhões de máscaras por 72 milhões de euros na primeira fase da pandemia do novo coronavírus na Itália.

Os outros investigados são o engenheiro Andrea Vincenzo Tommasi, dono de uma empresa suspeita de irregularidades, o jornalista licenciado da emissora pública Rai Mario Benotti e Antonella Appulo.

A hipótese é de que os suspeitos tenham se utilizado do nome da Defesa Civil, que concentrava a compra de máscaras na Itália, para fechar os contratos.

Ex-consultora da antiga Comissão de Estudos sobre as Atividades Econômicas do Vaticano (Coesa), Chaouqui foi condenada pela Justiça do menor país do mundo a 10 meses de prisão, mas com pena suspensa, em julho de 2016.

Ao lado do padre espanhol Lúcio Ángel Vallejo Balda, que também trabalhava para a Coesa, ela foi acusada de vazar documentos sigilosos para os jornalistas Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi, que publicaram livros sobre escândalos financeiros da Igreja.

O caso foi apelidado de "Vatileaks 2", em referência ao primeiro "Vatileaks", de 2012, quando um mordomo de Bento XVI vazou arquivos secretos da Santa Sé.

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Ansa - Brasil   
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