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Pesquisas de boca de urna em Israel indicam empate nas eleições desta 3ª feira

27 out 2026 - 18h48
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Resumo
Pesquisas de boca de urna em Israel apontam empate entre Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot, sem maioria no Knesset. Na primeira eleição após os ataques de 7 de outubro de 2023 e em meio a conflitos regionais, a votação teve participação recorde. O impasse favorece Netanyahu, que pode seguir interinamente enquanto tenta alianças com legendas menores. Sem coalizão, o país enfrentará longas negociações ou novo pleito, num cenário marcado por divisões internas e forte desgaste político do premiê.

‌As eleições em Israel terminaram em um aparente impasse nesta terça-feira, mostraram pesquisas de boca de urna realizadas pelas principais redes de televisão, apontando que nem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem seu principal rival, Gadi Eisenkot, estão a caminho de obter a ⁠maioria no Knesset, de 120 cadeiras.

O impasse pode favorecer Netanyahu, permitindo ‌que o experiente primeiro-ministro permaneça no poder interinamente enquanto os partidos tentam formar uma coalizão de governo.

Os resultados finais podem ‌demorar dias, e o sistema político ‌fragmentado de Israel faz com que os partidos menores ⁠sejam decisivos. Nenhum partido isolado jamais conquistou 61 cadeiras por si só no Knesset, de 120 cadeiras, tornando as coalizões a regra.

A votação registrou participação recorde, com os israelenses se posicionando nas urnas em tempo de guerra sobre Netanyahu, na primeira eleição ‌desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de ‌2023 e as guerras ⁠subsequentes em ⁠Gaza, no Líbano e no Irã.

As políticas da coalizão de direita de Netanyahu ⁠têm gerado divisões no ‌país e aprofundado o isolamento ‌internacional de Israel, mas ele se apresentou como o líder com coragem para enfrentar os inimigos de Israel.

Netanyahu, de 77 anos, ocupou o cargo de primeiro-ministro por quase 19 ⁠dos últimos 30 anos e sobreviveu repetidamente a crises políticas. Ele entrou na disputa eleitoral enfrentando acusações de corrupção de longa data, que ele nega, e críticas sobre falhas dos serviços de inteligência que permitiram ‌que militantes liderados pelo Hamas matassem 1.200 pessoas e fizessem 251 reféns.

Eisenkot, de 66 anos, um ex-chefe militar linha-dura que perdeu ⁠um filho e dois sobrinhos na guerra de Gaza, emergiu como o adversário mais forte de Netanyahu, destacando suas credenciais em matéria de segurança enquanto se posicionava como um centrista no cenário interno.

Ele entrou na política há apenas quatro anos e integrou o gabinete de guerra de Netanyahu após o ataque do Hamas, mas se demitiu oito meses depois, criticando a liderança do primeiro-ministro.

A menos que um deles consiga reunir uma maioria, Israel enfrentará negociações prolongadas para formar uma coalizão ou uma nova eleição.

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