Boca de urna coloca bloco da oposição ligeiramente à frente em Israel
Participação no pleito chegou a 77,7%, índice mais alto desde 2001
Pesquisas de boca de urna em Israel apontam vantagem estreita da oposição liderada por Gadi Eisenkot, com até 53 cadeiras, contra cerca de 50 da coalizão de Benjamin Netanyahu. Nenhum dos blocos obteve a maioria de 61 assentos no Parlamento, enquanto partidos árabes projetam um recorde de 18 vagas. Marcado pelo conflito com o Hamas, o pleito registrou 77,7% de participação popular, o maior índice desde 2001, impulsionado por um forte comparecimento do eleitorado árabe às urnas.
As primeiras pesquisas de boca de urna divulgadas nesta terça-feira (27) apontaram uma vantagem estreita do bloco de oposição ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nas eleições legislativas. Apesar disso, as projeções indicaram que o grupo não deverá alcançar a maioria necessária para formar um governo.
Segundo estimativas divulgadas pelo Canal 12, o chamado "bloco da mudança", liderado por Gadi Eisenkot, conquistaria entre 52 e 53 das 120 cadeiras do Parlamento israelense. Já a coalizão governista de Netanyahu obteria cerca de 50 assentos.
Ainda de acordo com a projeção, os partidos que representam a população árabe israelense registrariam um crescimento expressivo, com a possibilidade de conquistar um número recorde de 18 cadeiras.
"Os resultados preliminares apontam para uma total falta de confiança em Netanyahu e no governo que está no poder. Se esses resultados se confirmarem, será uma vitória da maioria sionista em Israel. Agirei imediatamente para concretizar a vontade do povo: substituir o governo Netanyahu e formar, o mais rapidamente possível, um governo comprometido com o serviço nacional sionista", afirmou Eisenkot após o encerramento da votação.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, classificou como "prematuras" as comemorações do bloco de oposição e destacou que o Likud, legenda de Netanyahu, "continua sendo o maior partido" do país.
Yair Golan, líder do partido Os Democratas, também comentou as projeções e afirmou que os eleitores retiraram sua confiança no atual governo. Segundo ele, o resultado representaria "uma oportunidade histórica de formar um verdadeiro governo de mudança em Israel", acrescentando que a oposição não pretende desperdiçar essa chance.
A Comissão Central de Eleições de Israel informou que a participação nas urnas chegou a 77,7% até as 22h (horário local), quando a votação foi encerrada. O índice seria o mais alto desde 2001. Ao todo, 5.695.682 eleitores teriam comparecido às urnas, com um aumento de aproximadamente 7,1 pontos percentuais em relação ao pleito anterior.
Entre os eleitores árabes israelenses, a participação também teria registrado um crescimento expressivo. Enquanto o índice foi de 53% em 2022, a taxa teria ultrapassado 80% em grandes localidades árabes, como Rahat, Kafr Qasim e Sakhnin.
A eleição, que definirá a composição do Knesset, o Parlamento israelense, formado por 120 assentos, ocorre em meio às consequências da ofensiva do Hamas em 7 de outubro de 2023, episódio que desencadeou a atual conflito no Oriente Médio.
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