Pelo menos 40 caminhões-tanque de combustível são queimados em ataque ligado à Al-Qaeda no Mali, dizem fontes
Pelo menos 40 caminhões-tanque de combustível foram destruídos no Mali no domingo, quando insurgentes ligados à Al Qaeda, que haviam declarado um bloqueio às importações de combustível para o país, atacaram um comboio de mais de 100 veículos sob escolta militar, disseram duas fontes nesta segunda-feira.
Depois que o grupo insurgente Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) anunciou o bloqueio na semana passada, uma fonte próxima à câmara de comércio do Mali disse que o país ficaria sem combustível em duas semanas se o fornecimento fosse completamente cortado.
Um representante do sindicato dos caminhoneiros disse à Reuters que cerca de 40 caminhões-tanque de combustível foram destruídos no incidente de domingo, enquanto uma fonte próxima ao JNIM disse que 80 foram destruídos.
Em uma mensagem de vídeo, o porta-voz do grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque na região de Kayes, no oeste do país, e disse que os soldados malineses que escoltavam o comboio fugiram do local.
O exército do Mali disse em um comunicado que "sofreu um ataque terrorista" durante uma missão para proteger pessoas e bens na estrada de Kayes a Bamako, mas reagiu "vigorosamente".
Um porta-voz do exército não respondeu a um pedido de mais comentários sobre o número de caminhões-tanque de combustível destruídos.
O governo militar do país, que assumiu o poder após golpes em 2020 e 2021, está enfrentando crescente pressão de grupos militantes que, segundo analistas, estão tentando cercar cidades e vilas na região do Sahel.