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Pastores sardos fecham acordo para encerrar protestos

Crise provocou a queda da cúpula do Consórcio do Pecorino Romano

19 fev 2019
13h49
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Os produtores de leite de ovelha e cabra da Sardenha aceitaram nesta terça-feira (19) um acordo para estabelecer o preço mínimo da bebida em 80 centavos por litro, o que deve dar fim à onda de protestos da categoria.
    Os pastores sardos pediam a ajuda do governo para conter a queda no valor da bebida, que chegou a ser vendida a menos de 60 centavos por litro, principalmente em função do excesso de queijo pecorino no mercado.
    Inicialmente, o ministro de Políticas Agrícolas da Itália, Gian Marco Centinaio, havia proposto um piso de 72 centavos de euro por litro, mas a proposta foi recusada pelos produtores da Sardenha. O novo acordo prevê, além do preço mínimo de 80 centavos, medidas para elevar o valor da bebida para um euro por litro até o fim da estação.
    "Não estamos cedendo. Iniciamos a tratativa falando de um litro por euro e devemos chegar nesse valor até o fim da campanha", disse um dos líderes dos pastores sardos durante uma assembleia na cidade de Tramatza.
    A crise, que mobilizou os principais expoentes do governo italiano, também derrubou a cúpula do Consórcio de Tutela do Pecorino Romano, o que era uma exigência dos pastores sardos.
    "Em 22 de fevereiro, termina meu mandato, e já entreguei minha demissão, de forma coerente com o mandato dado pelo conselho de administração", disse Salvatore Palitta, presidente do consórcio. Ele culpa os "grandes distribuidores" e seu "superpoder" pela crise do leite.
    A Sardenha é responsável por quase todo o leite ovino extraído na Itália, e mais da metade da produção é destinada à fabricação do queijo pecorino, símbolo da gastronomia do país.

Ansa - Brasil   

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