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Partido do ex-presidente Zuma vai para oposição no parlamento da África do Sul

16 jun 2024 - 15h06
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O partido uMkhonto we Sizwe (MK) da África do Sul vai se juntar a uma aliança de partidos menores de oposição no parlamento em uma tentativa de enfrentar o governo de coalizão liderado pelo Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) e pela Aliança Democrática, disse a legenda neste domingo.

O ANC e o seu maior rival, a Aliança Democrática, que é liderada por políticos brancos e tem uma posição mais pró-negócios, concordaram na última sexta-feira em trabalhar juntos numa coligação que os dois chamaram de "governo de unidade nacional", uma mudança radical após 30 anos de governo do ANC.

Dois partidos menores, o conservador Partido da Liberdade Inkatha (IFP) e a Aliança Patriótica, de direita, também participarão do governo de unidade.

O suMkhonto we Sizwe do ex-presidente Jacob Zuma ficou com um surpreendente terceiro lugar na eleição do último 29 de maio, que viu o ANC perder a sua maioria no parlamento. MK obteve 14,6% dos votos, o que se traduziu em 58 assentos na Assembleia Nacional, que tem ao todo 400 cadeiras.

No entanto, os legisladores do MK boicotaram a primeira sessão da Assembleia Nacional na sexta-feira, depois de apresentarem uma queixa no tribunal superior do país alegando fraude eleitoral, que o tribunal rejeitou como sem mérito.

O porta-voz Nhlamulo Ndhlela disse aos repórteres que o partido MK vai se juntar à aliança chamada "Caucus Progressista", que inclui os Combatentes da Liberdade Econômica (EFF), legenda marxista, e o Movimento Democrático Unido, de centro-esquerda.

Esta aliança detém perto de 30% dos assentos na Assembleia Nacional, disse Ndhlela, falando ao lado de Zuma e dos líderes de vários pequenos partidos.

"Este esforço conjunto é necessário porque as eleições de 2024 também resultaram na consolidação de forças de direita e reacionárias que se opõem à liberdade econômica, à transformação econômica radical, à igualdade racial e à reintegração de posse de terras", disse ele.

Ndhlela disse que o MK decidiu assumir os seus assentos na Assembleia Nacional depois de receber aconselhamento jurídico e que continuará sustentando as alegações de eleições fraudulentas no parlamento e nos tribunais.

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